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Aborto

Trabalho por Alexsandra Luzia Rangel Cavalcanti, estudante de Enfermagem @ , Em 22/04/2003

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ABORTO

Aborto é a interrupção da gravidez pela morte do feto ou embrião, junto com os anexos ovulares. Pode ser espontâneo ou provocado. O feto expulso com menos de 0,5 kg ou 20 semanas de gestação é considerado abortamento.


Tipos de Abortos

Aborto Espontâneo:

O aborto espontâneo ocorre involuntariamente, por acidente, por anormalidades orgânicas da mulher ou por defeito do próprio ovo. Ocorre normalmente nos 1o dias ou semanas da gravidez, com um sangramento quase igual ao fluxo sanguíneo, podendo confundir muitas vezes a mulher do que realmente está acontecendo. Há dois tipos de aborto espontâneo: o aborto iminente e o inevitável.

1. O aborto iminente é uma ameaça de aborto. A mulher tem um leve sangramento seguido de dores nas costas e outras parecidas com as cólicas menstruais;

2. O aborto inevitável é quando se tem a dilatação do útero para a expulsão do conteúdo seguido de fortes dores e hemorragia. O aborto inevitável é dividido em três tipos: o incompleto que é quando ocorre depois da saída dos coágulos, a saída restante do conteúdo e o aborto preso, que é quando o ovo morre, mas não é expelido.

Aborto Provocado:

O aborto provocado é todo aquele que tem como causador um agente externo, que pode ser um profissional ou um "leigo" que utiliza as seguintes técnicas:

1. Dilatação ou Corte:

Com uma faca em forma de foice, dilacera o corpinho do feto que é retirado em pedaços.

2. Sucção ou Aspiração:

O aborto por sucção pode ser feito até 12o semana após o último período menstrual (amenorréia). Este aborto pode ser feito com anestesia local ou geral. Com a local a paciente toma uma injeção intramuscular de algum analgésico. Já na mesa de operação faz um exame pra determinar o tamanho e a posição do útero. Se for anestesia geral, toma-se uma hora antes da operação uma injeção intramuscular de Thionembutal. Inicia então uma infusão intravenosa. O Thionembutal adormece o paciente e um anestésico geral por inalação como o Óxido de Nitroso é administrado através de uma máscara. A partir daí o procedimento é o mesmo da anestesia geral e local. O colo do útero é imobilizado por um tenáculo, e lentamente dilatado pela inserção de uma série de dilatadores cervicais. Depois está relacionada à quantidade de semanas de gestação. Liga-se esta ponta ao aparelho de sucção, no qual ira evacuar completamente os produtos da concepção. A sucção afrouxa delicadamente o tecido da parte uterina e aspira-o, provocando contrações do útero, o que diminui a perda do sangue. Com a anestesia local, usa-se uma injeção de Ergotrate para contrair, o que pode causar náuseas e vômitos.

3. Curetagem:

Na curetagem é feita a dilatação do colo do útero e com uma cureta (instrumento de aço semelhante a uma colher) é feita a raspagem suave do revestimento uterino do embrião, da placenta e das membranas que envolvem o embrião. A curetagem pode ser realizada até a 15o semana após a última menstruação. Este tipo de aborto é muito perigoso, porque pode ocorrer perfuramento da parede uterina, tendo sangramento abundante. Outro fator importante é que se pode tirar muito tecido, causando esterilidade.

4. Drogas e Plantas:

Existem muitas substâncias que quando tomadas causam o aborto. Algumas são tóxicos inorgânicos, como arsênio, antimônio, chumbo, cobre, ferro, fósforo e vários ácidos e sais. As plantas são: absinto (losna, abuteia, alecrim, algodaro, arruba, cipómil – homens, esperradura e várias ervas amargas). Todas estas substâncias têm de ser tomadas em grande quantidade para que ocorra o aborto. O risco de