ESTUDO DE CASO HANSENÍASE
1. IDENTIFICAÇÃO DO CLIENTE - HISTÓRICO
Alguém, 41 anos, sexo masculino, católico, casado, 4 filhos. Profissão: trabalha com ferro velho, pois foi demitido da empresa em que trabalhava. Morador de uma cidade do Paraná.
Queixa Principal: Hanseníase
Uso de Medicamentos: Rifampicina, Dapsona, Clofazimina, Prednisona, Talidomida.
Quadro Clínico Imediato: apresentando reações do Tipo II, além de manchas crômicas no rosto, ressecamento de pele e lesões em fase de cicatrização em MSD.
Estado Vacinal: Apresenta sinal de BCG-ID, e demais incompleto.
Estado vacinal dos contactantes: realizado da esposa e não dos filhos, visto que estes foram afastados da família para morar com a avó.
HIV negativo
Grau de incapacidade: zero
Anestesia: não apresenta
Etilismo: não.
Tabagismo: não.
Alimentação - Hidratação: Paciente refere que come "bem", com três refeições diárias e boa ingesta hídrica.
Atividades físicas e laser: não pratica esportes, só "mexe com as tranqueiras do trabalho" e como laser gosta de assistir televisão.
Sono e Repouso: Quando minimizam os efeitos colaterais dos medicamentos tem bom sono e repouso. Não faz uso de sedativo.
Percepção / Expectativa: refere ter pleno conhecimento a respeito da doença, mas no entanto quando diagnosticado a doença afastou-se dos filhos mandando os morar com a sogra. Mostrando ineficiência de conhecimento a respeito do contágio da doença após o início do tratamento. Tem expectativa de cura, no entanto não acredita que os efeitos reacionais vão cessar, acha que vão persistir por muitos anos.
Espaço e Gregária: Mora em casa alugada, de alvenaria, somente com chapisco sem reboco, em péssimas condições de higiene e conservação, com água encanada, luz e fossa séptica, com 3 cômodos.
Ao Exame Físico: apresentou pele e mucosas ressequidas, coradas com presença de solução de continuidade em MSD. Rosto em forma de lua cheia, caracterizando Síndrome de Cushing. Uma característica especial da doença de Cushing é a mobilização da gordura da parte inferior do corpo, com a deposição extra concomitante de gordura nas regiões torácicas e abdominal superior, dando origem a um "torso de búfalo". O excesso do uso de esteróides também leva a uma aparência edemanciada da face, caracterizando a cara de lua, sendo que o paciente apresentou estes sintomas. Presença de edema em cacifo nos MMII, além de rash cutâneo. Não foram constatadas deformidades e nenhuma perda de sensibilidade.
2. HISTÓRIA PREGRESSA
Antecedentes Pessoais: Nenhuma pessoa de sua família apresentou o quadro clínico de Hanseníase, o paciente se diz contaminado por amigos que moravam junto com ele quando trabalhou em Curitiba, dividindo alojamento por quatro meses há mais ou menos oito anos (SIC). O aperecimento dos sintomas se deu há mais ou menos dois anos, quando procurou o serviço para diagnóstico e tratamento. Declarou que foi feito a contactação dos comunicantes, sem ser diagnosticada a doença transmissível em questão nos demais membros da família.
3. HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL
Paciente referiu ter notado a presença de sintomas (infiltrações difusas com numerosas lesões eritematosas em região de face, principalmente nas regiões malar, supra ciliar e pavilhão auricular com formação de tubérculo e nódulo) há mais de dois anos, quando procurou o serviço de referência do município de Sarandi, onde foram efetuados os exames laboratoriais e anamnese do paciente, sendo confirmado por exame baciloscópico a presença de Hanseníase. Dando início imediato ao tratamento, sendo que este está no último mês, isto é vigésimo quarto mês de tratamento, recebendo alta por cura no final deste último mês.
Apresentou a partir do sexto mês de tratamento reações do tipo II, com dores intensas nas articulações, fazendo-se necessário o uso de corticoesteróides para minimizar a sintomatologia clínica.
4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DO QUADRO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO
O paciente em questão apresentou baciloscopia positiva
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