Processo Fisiopatológico Sofrido pelo Adoslescente
Introdução
Este trabalho tem como finalidade de abordar uns dos mais recentes e preocupantes temas de saúde pública no momento nos grandes centros urbanos, os atos de violência. Cotidianamente a mídia apresenta relatos como o do adolescente escolhido para o estudo de caso, mas infelizmente o brasileiro encara esta dura realidade somente como um problema de segurança pública. Na verdade este seria sim um problema de segurança, mas ao refletirmos sobre o atual conceito de saúde proposto pela OMS não se pode negar que os atos de violência urbana também são um grande problema de saúde para o indivíduo vitima deste sinistro. Já ao analisarmos as estáticas mais recentes podemos perceber que a violência vem fazendo vitimas cada vez mais jovens, preferencialmente homens, que formam ou iriam formar parte de uma população economicamente ativa. Este público jovem que deveria estar estudando ou trabalhando em decorrência da violência, infelizmente aumenta a demanda dos serviços de saúde, principalmente a nível terciário, ou seja, nos pronto-socorros e hospitais, e tendem a sobrecarregar ainda mais o sistema previdenciário brasileiro.
Convivendo com esta triste contemporaneidade a enfermeira necessita ampliar seus horizontes para ser capaz de conviver com uma nova realidade: prestar assistência a um indivíduo que estava "saudável" e por um incidente torna-se "incapaz" ou "doente". A enfermeira pediátrica não está fora deste novo problema de saúde pública, muito pelo contrário ela muitas vezes além de conviver com problemas como a ser citado neste trabalho, ainda enfrenta em seu cotidiano casos de agressões à criança e ao adolescente onde o agressor muitas vezes é um familiar.
Portanto este trabalho visa além de esclarecer o processo fisiopatológico sofrido pelo adolescente estabelecer uma assistência de enfermagem eficaz para um cliente com um histórico particular e ao mesmo tempo coletivo, que reflete uma nova realidade a ser enfrentada pela enfermagem e os profissionais de saúde.
Caracterização do adolescente
Há muitas tentativas de se definir adolescência, embora nem todas as sociedades possuam este conceito. Cada cultura possui um conceito de adolescência, baseando-se sempre nas diferentes idades para definir este período. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente define esta fase como característica dos 13 aos 18 anos de idade.
Já a puberdade tem um aspecto biológico e universal, caracterizada pelas modificações visíveis, como por exemplo, o crescimento de pêlos pubianos, auxiliares ou torácicos, o aumento da massa corporal, desenvolvimento das mamas, evolução do pênis, menstruação, etc. Estas mudanças físicas costumam caracterizar a puberdade, que neste caso seria um ato biológico, ou fisiológico, portanto natural.
A adolescência, por sua vez, é uma atitude cultural. Sendo, uma atitude ou postura do ser humano durante uma fase de seu desenvolvimento, que deve refletir as expectativas da sociedade sobre as características deste grupo. Portanto, é um papel social. E esse papel social de adolescente, parece sempre ter sido simultâneo à puberdade.
Atualmente temos visto, cada vez mais precocemente, crianças que assumem o papel social de adolescentes e estes, por sua vez, cada vez mais precocemente, assumem o papel social de adultos.
Crianças e adolescentes já não são mais os mesmos, eles participam avidamente do mundo de seus adultos, e se transformam nos novos convidados da realidade orgástica do consumo e dos prazeres...
As crianças, tendo nascido no seio de uma família e considerados como "pertencendo" a esta família, encontram-se, paradoxalmente, cada vez mais solitários e à mercê de seus pares e do apelo cultural para que se tornem, rapidamente, adultos esbeltos, ricos, formosos, na moda e plenamente sexualizados, nas famílias de classe mais baixa além destas cobranças a um anseio para que estes se tornem também economicamente ativos. Isso tudo acontece
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