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Alcoolismo e Dependência Química

Trabalho por Emanuele Cristina Sampaio, estudante de Enfermagem @ , Em 25/10/2005

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Dependência Química e Alcoolismo


Resumo:
A pesquisa refere – se ao uso de substância tóxica que causam dependência química no organismo de acordo com o seu uso. Foi utilizado material didático sobre alcoolismo, drogas, estimulantes, depressoras, narcóticos, alucinógenos, drogas sintéticas e outros.

Palavras Chaves: Alcoolismo, Anfetaminas, Cocaína, Nicotina, Ópio, Morfina, LSD, Maconha, Esctasy, Inalantes, Crack.


Todo mundo já tem uma idéia do significado da palavra "droga". Em linguagem comum de todos dias ("Ah, mas que droga!" Ou "logo agora droga!..."), droga tem um significado de coisa ruim, sem qualidade. Já em linguagem médica, droga é quase sinônimo de medicamento.

O termo "droga" tem origem na palavra "droog" (holandês antigo) que significa "folha seca", isto porque antigamente quase todos medicamentos eram feitos à base de vegetais. Atualmente, a medicina define Droga como qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.

A dependência química não é uma doença aguda. Trata-se de um distúrbio crônico e recorrente. E essa recorrência é tão contundente que raramente ocorre abstinência pelo resto da vida depois de uma única tentativa de tratamento. As recaídas da drogadicçao são a norma. Portanto, a adicção deve ser abordada mais como uma doença crômica, como se fosse diabetes ou hipertensão arterial.

Dependência Química é a dependência de qualquer substância psicoativa, ou seja, qualquer droga que altere o comportamento e que possa causar dependência (álcool, maconha, cocaína, crack, medicamento para emagrecer a base de anfetamina, calmantes indutores de dependência ou faixa preta, etc...). A dependência se caracteriza pelo indivíduo sentir que a droga é tão necessária em sua vida quanto alimento, água, repouso, segurança...

Com relação a palavra "química", está se refere ao fato de que o que provoca a dependência é uma substância química. O álcool, embora a maioria das pessoas o separe das drogas ilegais, é uma droga tão ou mais poderosa em causar dependência em pessoas predispostas quanto qualquer outra droga, ilegal ou não.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece dependência química como doença. Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa, que seja prejudicial.

Por definição, como a diabete ou a pressão alta, a doença da dependência não é culpada do dependente, o paciente somente pode ser responsabilizado por não querer o tratamento, se for o caso, do mesmo modo que poderíamos cobrar o diabético ou cardíaco de não querer tomar os medicamentos prescritos ou seguir a dieta necessária. Dependência química não é simplesmente "falta de vergonha na cara" ou um problema moral.

As dependências químicas não têm uma causa única, mas sim, são os produtos de vários fatores que atuam ao mesmo tempo, sendo que, às vezes, uns são mais predominantes naquele paciente específico do que outras. No entanto, sempre há mais de uma causa. Por exemplo, existe uma predisposição física e emocional para a dependência, própria do indivíduo. Vivendo como um dependente, o paciente acaba tendo uma serie de problemas sociais, familiares, sexuais, profissionais, emocionais, religiosos, etc., que são conseqüência e não causa de problema. Portanto, as causas são internas, não externas. Problemas de vida geram dependência química.

O termo "alcoolismo" apareceu pela primeira vez em alemão, no ano de 1852, propagando – se o seu uso em outras línguas dos países da Europa, "o alcoolismo é o uso abusivo de bebida alcóolica que chega a criar habito, dependência ou toxicomania", constituindo problemas médicos quando altera ou põe em risco a saúde física ou mental, e quando prejudica o rendimento do indivíduo ou de suas relações.

De acordo com o Dr. Morris Fishbein (1964, p. 29), o alcoolismo