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A Prática dos Profissionais de Enfermagem na Prevenção e Controle das Infecções Hospitalares Associadas aos Procedimentos Invasivos

Trabalho por Mardone Roberto de Oliveira Castro, estudante de Enfermagem @ , Em 07/11/2004

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A PRÁTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES ASSOCIADA AOS PROCEDIMENTOS INVASIVOS

PERÍODO: AGOSTO DE 2003 A JULHO DE 2004

TERESINA, SETEMBRO DE 2004


RESUMO

O problema da infecção hospitalar (IH) agrava a situação já precária dos hospitais brasileiros. O Hospital Getúlio Vargas (HGV), maior do Piauí, registra altos índices de IH. Zanon (1987) diz que os procedimentos invasivos aumentam os índices de infecções hospitalares quando não atendem às técnicas recomendadas para sua realização. Este estudo teve o objetivo de caracterizar, de maneira geral, a prática dos profissionais de Enfermagem das Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) do HGV, na prevenção e controle das IH associadas aos procedimentos invasivos. Tem-se um estudo quantitativo-descritivo, que teve como amostra os procedimentos invasivos (aspiração traqueal, aspiração endotraqueal, punção venosa periférica, sondagem nasogástrica, sondagem vesical) realizados por 30% dos profissionais de Enfermagem do local pesquisado. Coletou-se os dados através de formulário semi-estruturado sobre a realização dos procedimentos invasivos e observações sistematizadas sobre o cotidiano da assistência de Enfermagem no local pesquisado. Como resultados percebeu-se que os profissionais de Enfermagem são preocupados com os riscos de o paciente adquirir IH, a assistência de Enfermagem é organizada, bem estruturada, com rotinas bem definidas. Contudo, em sua prática, ferem muitos princípios de prevenção e controle das IH, expondo o paciente a elas. As principais falhas dizem respeito à lavagem das mãos e uso de luvas, ou feitos inadequadamente ou não feitos. Assim, os altos índices de IH refletem a necessidade de uma atenção diferenciada para essa problemática, principalmente em relação ao aspecto técnico da realização dos procedimentos invasivos específicos da equipe de Enfermagem.


1- INTRODUÇÂO

O problema da Infecção Hospitalar no Brasil é considerado grave quando 720.000 pessoas são infectadas em hospitais brasileiros por ano, e dessas, 144.000, ou seja, 20% morrem. Esta situação se agrava se considerarmos que no Brasil o índice de tolerância gira em torno de 6%, o que significa triplicar o percentual de tolerância da Organização Mundial de Saúde (OMS) que é de 2%. Esta situação agrava a problemática dos hospitais brasileiros, quando o custo do paciente com Infecção hospitalar é três vezes maior (PEREIRA, 1998).

O uso inadequado e generalizado de procedimentos invasivos diagnósticos e terapêuticos e drogas antimicrobianas em pacientes hospitalizados associados aos altos custos que decorrem do diagnóstico, tratamento e dos problemas do índice de tolerância e alto índice de mortalidade por infecção, tem agravado a problemática das infecções hospitalares. Diante desse quadro e da negligência existente nos hospitais brasileiros, relacionada às ações de prevenção e controle de Infecção, o Ministério da Saúde, em 1983 definiu um dispositivo legal e publicou a Portaria 196, que obriga os Hospitais a criarem Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), com a participação de uma equipe multiprofissional. (BRASIL, PORTARIA 196; FURTADO, 1989; PEREIRA, 1988; STARLING, 1993).

O Hospital Getúlio Vargas (HGV), maior hospital do estado, divulgou no ano de 1995, o índice de infecção hospitalar em torno de 9%, isto é, 7% a mais do que o índice aceito como tolerável pela organização mundial de Saúde e 3% a mais do que o índice geral registrado no plano nacional.

Existe na atualidade uma surpreendente gama de recursos tecnológicos disponíveis na medicina para conclusões diagnósticas ou realização de procedimentos terapêuticos. Estes avanços possibilitaram a criação de um vasto número de equipamentos, dispositivos e materiais imprescindíveis para um tratamento seguro e assistência adequada. Dessa forma, é também grande e variado o número de procedimentos invasivos em uso, o que justifica que continuem sendo alvo de atenção dos profissionais de saúde comprometidos com o controle das infecções hospitalares. (ZANON, 1987).

Procedimentos invasivos são aqueles que provocam o rompimento