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Causas do Desmame Precoce e Substituição do Alimento Natural por Artificial

Trabalho por Beatriz de Castro, estudante de Enfermagem @ , Em 22/04/2003

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CAUSAS DO DESMAME PRECOCE E SUBSTITUIÇÃO DO ALEITAMENTO NATURAL POR ARTIFICIAL


I - INTRODUÇÃO

O tema do presente trabalho tem sua escolha baseada na preocupação em divulgar e manter a consciência do quanto é importante o aleitamento materno, sobretudo nos seis primeiros meses de vida e se possível até os dois primeiros anos de idade.

As vantagens do aleitamento materno são reconhecidas em todo o mundo, sendo encarado como a forma ideal de nutrição do lactente pela Academia Americana de Pediatria (AAP), e considerado um alimento completo, exclusivo e suficiente, além de ter ação imunizante, garantindo crescimento e desenvolvimento adequados aproximadamente durante os seis primeiros meses.

Cientificamente comprovados são muitos os benefícios assegurados para a mãe e o bebê, em função da amamentação. Atualmente, há vários segmentos da sociedade se empenhando em divulgar as vantagens do aleitamento materno para levar a todas as classes sociais a oportunidade de conhecer e fazer uso destes benefícios.

Apesar das divulgações, dos trabalhos sociais voltados para a educação familiar, e de todos os esclarecimentos apontarem que não há outra substância equivalente em termos de qualidade nutricional e nem outro ato que substitua o valor do contato entre mãe e filho, do ponto de vista psicológico, na formação e desenvolvimento da criança como um todo, é crescente em nossa sociedade a utilização de leites artificiais e o desmame precoce.

A utilização de leites artificiais, como substitutos do leite materno, começou a ser divulgada no início do século XX. Apartir da década de 70, entretanto observou-se um movimento de revalorização e retorno ao aleitamento materno em todo o mundo. Especificamente no Brasil o Ministério da Saúde Implantou o Grupo Técnico Executivo Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno que iniciou uma série de atividades em prol do aleitamento natural.

Uma pesquisa feita com 20 mil crianças que apresentavam infecções graves, constatou que 96,7% alimentavam-se com mamadeira, enquanto que 3,3% mamavam ao seio. Ainda segundo pesquisas, a venda de alimentos industrializados para bebês rende mais de dois bilhões de dólares anualmente, só nos países de "terceiro mundo"...

Em 1981 foi criado um Código pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com o objetivo de freiar o crescimento do consumo desses produtos em todo o mundo. O Código foi aprovado com voto favorável de 118 países contra um : os Estados Unidos.

Brasil é um dos nove países até 1992 a incorporar e adaptar o Código Internacional, contando com a legislação específica desde 23/12/88. Trata-se da NORMA BRASILEIRA PARA COMERCIALIZAÇÃO DE ALIMENTOS PATA LACTENTES; esta norma aplica-se à comercialização e todas as práticas afins , assim como à qualidade e informações de uso de vários produtos importados ou fabricados no país. São eles :

  • Leites infantis modificados;
  • Leites em pó, pasteurizados;
  • Alimentos complementares e bebidas a base de leite ou não, vendidos ou apresentados como substitutos do leite materno;
  • Mamadeiras, bicos, chupetas e copos fechados com canudinhos ou bicos, comercializados ou indicados para o uso das crianças como recipientes para quaisquer dos produtos acima.

Para os produtos acima citados, são proibidas promoções comerciais, estratégias promocionais, vendas com desconto ou preço abaixo do custo ,nas embalagens ou apresentações especiais, no caso dos dois primeiros itens apresentados, podem ser promovidos comercialmente, através de propaganda de rádio , TV e impressos, desde que divulguem com destaque que não devem ser utilizados na alimentação do lactente nos seis primeiros meses de vida. A não ser sob orientação médica ou de nutricionista.

Além disto, o Código prevê um padrão de qualidade a ser seguida pelos fabricantes dos produtos e proíbe a foto de bebês nas embalagens e rótulos.

Dentre os possíveis fatores que possam