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A Origem da Aids

Trabalho por Anônimo, estudante de Enfermagem @ , Em 22/04/2003

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AS ORIGENS DA AIDS

ORIGEM:

A partir de descobertas bastante recentes, chegamos ao que parece ser o primeiro portador identificado: o macaco cinza da África.70% desses macacos estariam infectados por um vírus semelhante ao que afeta o homem. Supõe-se que o vírus tenha passado para o homem nos últimos 20 a 40 anos. Como? Ignora-se, e se está sempre no domínio das hipóteses. Um fato continua praticamente garantido: foi desse macaco que o vírus partiu para se expandir entre as populações humanas, primeiro africanas e em seguida não africanas.

A DISSEMINAÇÃO:

Os primeiros registros de casos foram feitos em 1981, nos Estados Unidos, e referiam-se a casos acontecidos em 1979. Foi em 81 que o Centro de Controle de Doenças dos EUA concluiu ser a AIDS uma doença nova. A identificação permitiu detectar casos anteriores também nos EUA, datados de 78. No Brasil, os primeiros casos foram diagnosticados em 82 e revelados em 83. Segundo alguns especialistas, antes de ser conhecida nos EUA a AIDS já existiria em regiões equatoriais da África, de forma endêmica (constante e permanente). Análises do plasma sangüíneo estocado revelaram a presença do vírus para os EUA e Europa teria ocorrido através de emigrantes africanos, nos, na décadas de 60 e 70. Em 1985 um vírus semelhante ao da AIDS foi identificado no macaco verde, que vive na África.

OS SUJEITOS DA TRANSMISSÃO:

A dimensão dessa disseminação levanta o problema da transmissão. Através de que caminhos a AIDS circularia de um a outro, sem que nenhum dos dois tenha conseqüência disso, a maior parte do tempo?

A princípio tendia-se a ligar transmissão desse mal apenas ao homossexualismo. Teria sido pelo contato sexual como o praticam os homossexuais que o vírus teria sido veiculado de uns para outros. Mas uma observação mais ampla e mais aguda rompeu essa exclusividade e revelou que, se a prática homossexual é, infelizmente, privilegiada na contaminação do tipo AIDS, não é o único veículo através do qual esta possa propagar-se. Chegou-se, assim, a estabelecer categorias diversas de transmissores.

OS "GRUPOS DE ALTO RISCO":

Estabeleceu-se, primeiro, a partir de uma observação muito atenta que certas categorias de indivíduos constituíam, grupos de alto risco. São duas:

O tipo de relação que se pratica entre homossexuais facilita muito a incubação do vírus. Com efeito, recorre-se freqüentemente à relação anal que se insere num contexto fisiológico que oferece perigos múltiplos,. Tanto o ânus quanto o pênis tornam-se extremamente vulneráveis, sofrendo feridas imperceptíveis que fazem com que sangue e esperma se misturem, um e outro constituem o meio de crescimento por excelência do vírus.

A homossexualidade não é, portanto, o reduto da AIDS. Sabe-se hoje em dia que se propaga igualmente e cada vez mais através do contato heterossexual . Os grupos de alto risco continuam sendo os que reúnem os homossexuais e os toxicômanos. No entanto, partindo desses grupos a propagação da AIDS difundi-se cada vez mais. Os fatores de transmissão multiplicam-se com o número de sujeitos atingidos, de modo que se mesmo as relações heterossexuais, que são o que existe de mais normal e natural, tornam-se, por sua vez, um perigo. Menor, sem dúvida, mas mesmo assim um perigo , e sério. Essas relações também exigem condições que possam garantir a prevenção. Veremos mais tarde quais são.

A MATERNIDADE:

Com o aumento da proporção de heterossexuais que podem se portadores do vírus, vê-se que, fatalmente, o número de mães atingidas também se eleva de modo que não deixa de ser alarmante. Na França, por exemplo, calcula-se que mais de 10.000 mulheres em idade de procriar estão infectadas e que têm uma chance em duas de dar à luz um bebê infectado. Por outro lado é preciso observar que a maioria das mães infectadas só