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Acidentes na Infância

Trabalho por Inara Barbosa Fernandes, estudante de Enfermagem @ , Em 22/04/2003

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ACIDENTES NA INFÂNCIA

MANAUS - AM

2002


INTRODUÇÃO

Os acidentes na infância vem assumindo importância cada vez maior em função da alta morbidade e mortalidade produzidas. Por este motivo, na última década tem aumentado o interesse na pesquisa visando a prevenção, buscando conhecimentos dos fatores e dos processos pelos quais os acidentes ocorrem.

De modo geral, é, importante a identificação do risco de acidentes, de acordo com o estágio de desenvolvimento da criança e dos hábitos comportamentais comuns ao período em gestão.

Durante séculos, o progresso tecnológico, os avanços do conhecimento na medicina e em saúde pública, levando a um melhor entendimento da causa das doenças e possibilitando a terapêutica e prevenção mais eficazes, resultando na maioria dos países do mundo, num declínio acentuado das taxas de mortalidade de crianças e adolescentes.

No Brasil, as causas externa são responsáveis por cerca de 10% das mortes em crianças e adolescentes.

As queimaduras, na maioria das vezes são determinadas por acontecimentos previsíveis e evitáveis.

O socorro pré-hospitalar da criança politraumatizada constitui etapa importantíssima do seu atendimento, uma vez que erros de conduta, nesta circunstância, podem ser causa de graves seqüelas e mesmo de morte.

O acidente não ocorre simplesmente, mas é resultante da conjunção de numerosos fatores ligados ao hóspede suscetível, ao agente lesivo ao ambiente inseguro.


1. DESENVOLVIMENTO

Falar de desenvolvimento e seu diagnóstico em um único capítulo torna- se tarefa difícil. Esta dificuldade, mais do que à complexidade do tema, é devida a sua vastidão.

Como aferição do desenvolvimento é feita baseada na observação dos modos de conduta e, na verdade toda reação de um organismo é considerado como modo de conduta, temos uma enorme multiplicidade de enfoques através dos quais podemos chegar a compreensão do desenvolvimento.

Acrescente- se a isto o fato de que o desenvolvimento infantil se realiza em alta velocidade, com o desaparecimento e surgimento rápido de formas de conduta. Esta velocidade fica tanto mais patente quanto de baixa idade for a criança.

A medida que a idade aumenta, o comportamento vai também ficando mais complexo e necessita- se formas mais sofisticadas de procedimento de modo a se avaliar adequadamente o desenvolvimento.

O conhecimento do desenvolvimento no período ante- natal é de grande importância na área de neonatologia, permitindo o diagnóstico da prematuridade e pós- maturidade.

1.1 . Desenvolvimento e sua avaliação

A compreensão e a avaliação do desenvolvimento da criança podem e devem ser feitos através da observação, da forma pela qual esta se comporta. Esta observação é feita de maneira direta ou mediada pela mãe, obtendo- se dados através de uma anamnese dirigida a formas de conduta.

Entende- se que uma forma ou modo de conduta sejam respostas definidas do sistema neuro- muscular a uma situação específica. Assim, o termo comportamento (ou conduta) se aplica a todas as reações da criança sejam elas reflexas, voluntárias expontâneas ou aprendidas.

A medida que o corpo cresce, o sistema nervoso apresenta modificações que se expressam através de diferenciações e mudanças da conduta, ou as permitem.

O psicólogo do desenvolvimento Gesell recomenda que o diagnóstico evolutivo seja feito em quatro áreas ou setores de conduta:

  • Conduta motora: é a que apresenta maior número de implicações neurológicas, sendo a capacidade motora um importante ponto de partida para a avaliação da maturidade, deve ser aferida tanto em relação aos grandes movimentos corporais, como às manifestações finas e de motricidade;
  • Conduta adaptativa: trata- se das adaptações sensório- motoras entre objetos e sensações, como, por exemplo, a coordenação óculo-