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Fios Cirúrgicos, Modelos Mentais, Aids e Transtorno Afetivo Bipolar

Trabalho por Adriana Ribeiro Andrade, estudante de Enfermagem @ , Em 22/04/2003

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Fios Cirúrgicos, Modelos Mentais, AIDS e Transtorno Afetivo Bipolar – TAB



Transtorno Afetivo Bipolar – TAB
 

O Transtorno Bipolar, também conhecido como Transtorno Afetivo Bipolar (CID 10), anteriormente denominado Psicose Maníaco Depressiva, é um transtorno caracterizado por episódios de elevação ou rebaixamento do humor com alteração básica, podendo comprometer em diversos níveis, o funcionamento interpessoal, social e ocupacional do indivíduo. Os episódios depressivos são caraterizados por humor depressivo, perda de interesse, prazer e apetite; dificuldade para concentrar-se; energia reduzida; insônia e despertar precoce; sentimentos de culpa e pensamentos sobre morte e suicídio.

Estes sintomas devem estar presentes por pelo menos 2 (duas) semanas. Os episódios maníacos apresentam humor eufórico ou irritável com expansividade, aceleração do pensamento, necessidade de sono diminuída e auto-estima elevada com idéias grandiosas. Estes sintomas devem estar presentes por pelo menos 1 (uma) semana de forma ininterrupta. A prevalência do Transtorno Bipolar na população geral é de 1%, sem diferença entre sexos ou raças. Aparece mais em indivíduos solteiros ou divorciados e em indivíduos com escolaridade incompleta (até 2º grau). A idade média de início do transtorno é de 20 anos, no entanto o primeiro episódio pode ocorrer ao redor dos 5 - 6 anos até os 50 anos. A interação de fatores genéticos, biológicos e psico-sociais constituem a trama etiopatogenética do Transtorno Bipolar. A transmissão hereditária do Transtorno Bipolar se evidência pelo fato de que 50 % dos pacientes com TB tem pelo menos um dos pais com Transtorno do humor, mais freqüentemente, Transtorno Depressivo Maior. O risco de filhos com pai e mãe portadores de TB desenvolverem o transtorno do humor é de 50 a 75 %. Este risco diminui para 25% quando apenas o pai apresenta TB. Com relação aos fatores biológicos as desequilíbrios nos neuro-transmissores: noradrenalina, serotonina, dopamina e acertilcolina são freqüentemente associados à fisiopatología de Depressão.

No que se refere aos fatores psicossociais os acontecimentos vitais estressantes costumam preceder os primeiros episódios de Transtorno Bipolar mais do que episódios subsequentes. A perda dos pais antes dos 11 (onze) anos bem como a perda de um cônjuge são os estressores mais associados à Depressão.
Segundo os critérios do DSM IV o Transtorno Bipolar pode ser classificado em I e II. O Transtorno Bipolar I é uma síndrome com um conjunto complexo de sintomas de mania durante o curso do transtorno e, o Transtorno Bipolar II, se caracteriza por episódios depressivo e hipomaníaco durante ocurso do transtorno. O tipo misto de Transtorno Bipolar é caracterizado por episódios que preenchem critérios para um episódio depressivo maior e para um episódio maníaco ao mesmo tempo. O diagnóstico inclui Transtorno Bipolar induzido por condições médicas gerais, abuso de substâncias e episódios de mania desencadeados por tratamentos com tricíclicos. O diagnóstico diferencial deve ser feito com Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Ciclotímico, Transtorno de Personalidade Bordeline e Esquizofrenia.

O curso do Transtorno Bipolar é de longa duração, recorrente, podendo ocorrer episódio único de mania (10 à 20% dos casos) e um segundo episódio após 2 (dois) anos ( 40 à 50%) dos casos. Com o uso de Lítio 40 à 50% dos pacientes tem controle eficaz. Pior prognóstico está associado com o fraco estado ocupacional prémorbido, dependência de álcool, sintomas psicóticos, características depressivas entre os episódios em pacientes do sexo masculino e melhor prognóstico associado a curta duração dos episódios, poucos pensamentos suicidas e associação com intercorrências clínicas. O tratamento se fundamenta em uma completa avaliação diagnostica para planejamento de estratégias de intervenção tanto para o episódio atual como para prevenção de recaídas. Os melhores resultados são obtidos com associação de Psicoterapia e Farmacoterapia. A hospitalização pode ser necessária em pacientes com risco de suicídio, homicídio, incapacidade para os cuidados básicos, ruptura do sistema de suporte e necessidade de