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Possibilidade Física na Doença Arterial Coronariana

Trabalho por Ana Paula Comerian, estudante de Educação Física @ , Em 22/04/2003

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Reabilitação Física na Doença Arterial Coronariana


INTRODUÇÃO

Estudos realizados sobre a doença isquêmica do coração demonstraram que há uma relação entre a coronariopatia e o sedentarismo, por outro lado outros estudos realizados em coronariopatas submetidos à pratica de atividades físicas, confirmaram que atividade física controlada e regular contribuem sensivelmente para a melhora do coração isquêmico, contribuindo inclusive para a diminuição na necessidade de medicação cardioativa e a reincidência de episódios isquêmicos agudos.

É preciso, porém, ressaltar que o exercício físico representa apenas uma parte do tratamento do coronariopata, não substituindo os medicamentos ou a cirurgia quando estes se fizerem necessários.


AVALIAÇÃO FÍSICA

Tem como objetivo fornecer dados que permitam ao profissional de Educação Física esquematizar o grau de esforço adequado ao início do programa, bem como avaliar o momento de aumento da carga de trabalho.

O princípio básico de todo teste, seja feito em bicicleta ou esteira, é submeter o paciente, após um aquecimento prévio, a esforços crescentes, procurando atingir, sempre que possível, o limite máximo da capacidade do indivíduo ou um valor de freqüência cardíaca que é variável de acordo com a idade de cada indivíduo; baseando-se nisso o exercício passa a ser prescrito em função da porcentagem da freqüência cardíaca ideal de treinamento.


METODOLOGIA DE TESTE DE ESFORÇO

É realizado com aumentos programados de carga tanto na bicicleta quanto na esteira rolante.

Durante o teste a pressão arterial e a freqüência cardíaca são medidas de minuto em minuto durante o esforço e no 1º, 2º, 4º e 6º minuto do período de recuperação.

O teste nos permite obter as seguintes informações:

1º) Trabalho total que o paciente suporta realizar;

2º) Comportamento da pressão sistólica em relação ao repouso que nos permite inferir as condições funcionais do ventrículo esquerdo;

3º) Aparecimento de dor anginosa;

4º) Presença de alterações eletrocardiográficas isquêmicas e/ou arritmias cardíacas;

5º) Resposta da freqüência cardíaca ao exercício.

Sabe-se que quanto maior o trabalho realizado, maior o consumo de oxigênio necessário para sua consecução, se este trabalho ultrapassar determinado nível e organismo entra em metabolismo anaeróbio neste momento o exercício passa a ser prejudicial ao organismo.

Ao analisar a curva de freqüência cardíaca em relação ao trabalho, verifica-se que se comporta de maneira semelhante a do consumo de oxigênio.


PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO

Para que ocorram adaptações positivas no indivíduo é necessário que não se trabalhe abaixo de 40% do VO2 máximo obtido ou 58% da FC máxima.

Como regra geral adota-se a seguinte conduta:

TRABALHO % DO VO2 MÁXIMO
próximo da média 40 - 60%
abaixo da média 30 - 50%
treinado 60 - 70%

OBSERVAÇÃO: Não se deve ultrapassar 70% do VO2 máximo e nunca ir além de 80% do VO2 máximo o que caracteriza um trabalho anaeróbio.

A prescrição deve conter, obrigatoriamente, os seguintes itens:

  • duração;
  • intensidade;
  • freqüência;
  • natureza dos exercícios.

Essa prescrição pode ser indicada por um cardiologista ou por um clínico, porém, a execução do programa deve ficar a cargo de um professor de Educação Física.


RESULTADOS

1. Benefícios de ordem psicológica à Caracterizados por maior estabilidade psíquica; menor ansiedade; menor agressividade, estados depressivos menos freqüentes, enfim, maior "disposição para viver".

2. Benefícios Físicos à podem ser expressos através de variações de inúmeros parâmetros cujo significado comum é o aumento da capacidade de realizar trabalho físico.


RESULTADOS A LONGO PRAZO DOS PROGRAMAS DE TREINAMENTO FÍSICO SOBRE A DOENÇA CORONARIANA.

A longo prazo, os programas de