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Licenciatura Plena em Educação Física

Trabalho por Tatiana Cidral de Souza, estudante de Educação Física @ , Em 22/04/2003

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Licenciatura Plena em Educação Física

Florianópolis, Novembro de 2001.

 

Introdução

No Iº Congresso Municipal de Educação de Gravataí, Rio Grande do Sul, realizado em novembro de 1998, a resolução mais importante e global determinada foi:

"A escola que queremos é pública, popular e de qualidade; democrática e participativa no seu gerenciamento; com um currículo organizado no sentido da reconstrução da cidadania e promotor do saber; preservando a identidade sócio-histórica dos educandos e de sua comunidade; emancipatória em suas propostas de avaliação e integradora na inter-relação entre os sujeitos."

Neste sentido, este trabalho vem ao encontro de uma pesquisa sobre estes conceitos determinados em vários congressos: democratização e qualidade do ensino. E para tanto, existe uma proposta já colocada em prática em muitas cidades brasileiras, denominada de Conselho de Classe Participativo.

Com o intuito de determinar se na Grande Florianópolis este novo implemento de apoio à escola estaria sendo colocado em prática, é que se justifica este trabalho.

Conselho de Classe Participativo

Há muitas décadas atrás, as pessoas já se indagavam de como seria a escola do futuro, mais especificamente, a do ano 2000. Em Questões Recentes na Análise Comportamental, SKINNER (1991) relatou a dificuldade de dizer como seria a escola do futuro. Algumas de suas escrituras não realçam o presente e algumas, parece que viajaram até o futuro para serem escritas. Em um de seus textos ele relata que:

"Os professores do futuro funcionaram como conselheiros, provavelmente permanecendo em contato com determinados estudantes por mais de um ano e tendo a oportunidade de conhecê-los melhor. (...) Ao invés de ensinar indivíduos, inefetivamente, sob as condições correntes, eles terão a satisfação de tomar parte em um sistema que ensina bem a todos os estudantes."

Skinner (1991), pág. 130

Mas como chegar ao que Skinner relatou em seu livro? Bem, de acordo com PICAWY (1995), a proposta de um Conselho de Classe participativo seria um dos meios para a realização do que foi exposto por Skinner.

De acordo com seu relato, em 1988 uma entidade mantedora de uma escola lançou um desafio para a comunidade escolar: "mudar o conceito pedagógico que definia a escola até então, visto que não mais atendia aos propósitos da filosofia da Educação". Para tanto, uma nova Direção foi contratada, escolhida entre os pares da própria comunidade.

Coma nova Direção, os membros da comunidade (que foram convidados a participar dos processos da escola) e o Serviço de Orientação Pedagógica descobriram que a forma sob a qual eram realizados os Conselhos de Classe não agradava aos professores por ser mecanicista, classificatória e autoritária. Foi então que se iniciou todo o processo.

Primeiramente, para ser sucinto, foram convidados a participar do Conselho de Classe, os representantes de turma. Logo após, todos os alunos e, mais adiante, os pais destes alunos.

Nesta visão, para aqueles integrantes antes ignorados do processo e hoje presentes e atuantes a "Educação se tornou um processo plenamente crítico e participativo, proposto e desenvolvido por pessoas comprometidas social e pedagogicamente, sob as possibilidades e as limitações individuais capazes de dimensionar, a partir das conquistas do ontem e do hoje, um amanhã consciente, dinamizador e propulsor de um ensino emancipatório" (PICAWY 1995, pág.118)

Tem-se relatos que, em algumas escolas na Grande Florianópolis possuem o Conselho de Classe Participativo, é claro que em diferentes níveis, e por esse motivo, foram selecionadas algumas escolas que fariam parte de uma pesquisa para determinação de como são realizadas estas atividades.

 

Tabela 1