A EDUCAÇÃO FÍSICA CUIDA DO CORPO... E "MENTE"
JOÃO PESSOA - PB
2006
INTRODUÇÃO
POR UMA REVOLUÇÃO CULTURAL DO CORPO
O autor fala primeiramente das dificuldades e receios de criar um livro de um assunto tão difícil de ser discutido nos nossos dias que é a cultura do corpo num geral. A maneira de pensarmos num corpo como um ter e não como um ser, ligadas ao pensamento, sentimento e o movimento, sendo que a sociedade tecnológica impede as expressões dessa trilogia devido a uma falsa supervalorização do pensamento. As hipertrofiadas manifestações intelectuais que fazem a Educação Física ser colocada em planos inferiores, como é visto o seu desprezo e discriminação em escolas de segundo grau.
A introdução do autor pretende despertar no leitor, uma maneira revolucionária de pensar nos problemas que a profissão de educador física e também toda sociedade enfrenta diante desse desprezo. Abre uma auto reflexão sobre uma revolução cultural que deve ser abraçada por todos no intuito de recuperar o sentido humano do corpo, sendo o profissional de Educação Física a parte mais interessada nesse projeto que deve ser contraditório e também convidar todos que se interessam em estudar o corpo em todas as suas dimensões.
Ele também fala que devemos (profissionais e iniciantes na Educação Física) ser agentes de renovação diante da Educação Física, da escola, da sociedade e da própria vida. E conclui alertando que, apenas discursos e idéias não iram mudar o errado, o antiquado e o absurdo pelo certo, o moderno e o coerente, mas que é necessário está disposto a assumir um compromisso consigo mesmo, com os outros, com o mundo e a vida.
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A EDUCAÇÃO FÍSICA PRECISA ENTRAR EM CRISE
Um panorama de nossa realidade
Neste primeiro tópico são abordados os problemas mais comuns que enfrentamos em nosso convívio social, como a crise vista ainda em nossos dias com temor, mas que, positivamente revela com maior nitidez os reais problemas, impondo mudanças. Diretamente ligadas surgem as regras de convivência criadas pela sociedade, as quais tememos contrariar, nos conformamos facilmente e isto é um motivo necessário para que se inicie uma crise.
O autor critica essas posturas superficiais e inautênticas de conformismo, também os conteúdos estudados e as atitudes dos educandos no seu tempo escolar, tão vazias e desinteressantes. Cita-se a dificuldade de se expressar democraticamente, de mudar determinadamente homem e sociedade, de transformar e entender o que é ser profundamente humano.
A miséria do mundo: Uma miséria de consciências
Segundo o autor, o que pode ocorrer porém, não vem acontecendo é que, a consciência é o que diferencia todos os seres humanos, e faz o homem entender a própria existência. Sendo a consciência uma manifestação mental e somática pode ser nossa liberdade ou nossa prisão, porém o homem tem opção de escolha, isto é então, liberdade. Liberdade não se ganha se conquista através do relacionamento mundial no qual a consciência se expande pelo conhecimento e vice versa. O homem pode crescer pela expansão de perceber si a si mesmo, aos outros e ao mundo, humanizando-se e assim construindo sua educação formal, informal ou pessoal.
Analisando a teoria freiriana ele distingue três graus de consciência, sendo a primeira chamada de intransitiva, é caracterizada pela incapacidade de percepção dos indivíduos além das biologicamente vitais, tornando-se um "ser no mundo" plenamente "possuído pelo mundo". Já a consciência transitiva ingênua mostra a capacidade de o homem ultrapassar limites, porém acredita em tudo o que ouvem, lêem ou vêem e se tornam fanáticos, dominados pelo mundo como objetos, não conseguem
Ferramenta