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Atividade Física para Deficientes Mentais Leve

Trabalho por Fabíola Nunes Coutinho de Sousa, estudante de Educação Física @ , Em 22/04/2003

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UMA EDUCAÇÃO FÍSICA MAIS QUE ESPECIAL 


" Quando sabemos qual é o nosso propósito,
o trabalho da alma se realiza da melhor forma possível através de nosso corpo.

Um propósito claro elimina todas as duvidas,pois identificamos aquilo que nos conduza nossa meta ou nos desvia dela.

A energia em nossas vidas é imensa quando uma clareza de propósito está sempre presente. "

Sônia Café – O anjo do propósito


I – INTRODUÇÃO

O objetivo deste artigo foi investigar situações específicas da Educação Física, onde crianças portadoras de alguma deficiência, que não são tratadas em classes especiais, e sofrem concepções preconceituosas e que preconizam a diferença, as impossibilidades, a deficiência e as limitações são latentes.

Faz-se necessário tirar essas crianças do isolamento em que muitos se encontram, integrando-as na sociedade, pois essa integração não vai fazer nenhum mal, só irá ajudar.

Esse direito é confirmado na LDB (1996), onde lemos:

O Professor Vilson Bragattini (1982 ), dedicou uma obra tendo como proposta a Educação Física Especial, onde seus alunos "especiais" passam por uma série de situações educativas, onde a criança tem o seu devido valor e realiza tarefas concretas e úteis, onde a prática de determinados gestos e movimentos, melhorará e muito sua adaptação para jogos e aulas onde se encontram crianças totalmente "normais".

Vamos abordar aqui não o tratamento de uma enfermidade, mas sim a inclusão sem preconceitos dessas crianças muito especiais na sociedade e em seu cotidiano. Cobrando assim posturas dos profissionais e partes envolvidas no processo.


II – DESENVOLVIMENTO

Segundo Marcel Meier (1981), a palavra deficiente ou inválido, aplica-se em geral, aos seres humanos atingidos por uma ou mais enfermidades na maioria das vezes definitiva, numa ou qualquer parte de seu corpo.

As crianças deficientes possuem as mesmas necessidades que as crianças sem problemas: necessidade afetiva, social, física e intelectiva. Possuem um grande potencial que necessita ser despertado e acreditado. Precisam conviver em sociedade e desfrutar dos benefícios que o bem social, proporciona ao homem. A imagem para o deficiente de um mundo hostil, rejeitador ou mesmo superprotetor precisa ser mudada em prol de um controle de estímulos mais favoráveis e necessários. A invalides não significa que ela está condenada sempre ao fracasso e limitações.

Elas podem se relacionar bem com qualquer pessoa, principalmente com aqueles que os entendem, e para entende-los não é preciso pré-requisitos. Basicamente trata-los da mesma forma como tratamos qualquer outra pessoa: sem distinções, pena ou protecionismo, e, sobretudo acreditando em sua potencialidade. Temos que procurar fazer parte de um mundo que acreditam ser só deles, e tentando mostrar o mundo real que na verdade é tão cheio de seqüelas como aquele que eles pensam ser só deles. Nos como educadores devemos fazer o máximo para convivermos num só mundo compartilhando problemas, vibrando com suas vitórias, e mostrando o verdadeiro amigo e professor nas derrotas.

Ter um aluno especial, é um desafio e ao mesmo tempo um presente, pois para atingirmos um objetivo para o qual se dirigem nossos esforços da atividade física para deficientes. Uma finalidade magnífica, e que vale a pena se esforçar.

O professor ao assumir o potencial que pode investir nestes alunos, na área educacional e física, será responsável pela organização do espaço físico e o construtor do espaço lúdico, que não deixa de ser sócio cultural. Nessa organização, ele não pode suprimir a criança, mas deve criar um espaço para sua decisão, valorizando o máximo as possibilidades de criatividade