Documentos Políticos do Partido Comunista Português, retirados do livro: Desporto, direito do povo. Edições avante!
A Cultura Física, o Desporto e o Associativismo Desporto Popular.
O fascismo (governo de extrema direita) é um sistema político onde o Estado tem o poder total voltado para as preocupações nacionais e para melhor comando o regime segmenta a sociedade dando a cada um uma função especifica, os donos de meios de produção comanda os trabalhadores, os trabalhadores somente trabalham, estrangeiros ficam em seus países de origem... No desporto o regime fascista utiliza o espetáculo que o futebol promove para alienar as pessoas, pois as pessoas utilizam as arquibancadas como válvula de escape xingando o juiz que é personificado como o patrão do torcedor ou o desporto espetáculo aliena por desviar a atenção da população de temas políticos para o jogo.
Em 24 de abril de 1975 houve o Encontro Nacional do Desporto organizado pelo PCP que promoveu grande evolução no desporto português por criarem os Animadores Desportivos voluntários que trabalhavam com atividades desportivas em diversas localidades.
Com a chegada dos partidos democráticos houve uma degradação na estrutura que havia sido montada, o comportamento dos democratas em relação ao desporto se assemelha ao tratamento que os fascistas davam. Houve cortes de verbas, falta de apoio a clubes, criticas a determinadas atividades desportivas.
Para que haja uma melhora no desporto é necessário fazer melhoras sociais, associativismo e participação popular. A melhora social trará condições para o povo treinar, é impossível treinar sem saúde, sem um transporte coletivo que leve o atleta até o treino, impossível que trabalhadores rurais treinem tendo que lutar pela terra em movimentos a favor da distribuição de terras. O associativismo unira as pessoas deixando-as com um poder de mudança maior do que se elas estivessem isoladas. A participação popular impedirá o modelo de desporto do regime fascista retornar.
Os Trabalhadores, o Movimento Sindical e a Cultura Física e Desporto.
Os fatores que são levantados contra o envolvimento do sindicato e o trabalhador com o desporto são de que já existem estruturas federais para os trabalhadores buscarem apoio, o desporto "gastaria" a energia que poderia ser gasta no trabalho e nos outros países europeus (visão portuguesa) existe organizações dos próprios trabalhadores para desenvolver a pratica desportiva.
Os fatores a favor desse relacionamento são a necessidade do lazer tornando o tempo ocioso agradável e olhando para a história veremos que no século passado houve lutas em busca de menor tempo na jornada de trabalho conquistando mais tempo livre, em 1880 Paul Lafargue, membro da 1ª Internacional (reunião que visa melhorar a vida do trabalhador, nessa internacional participaram Karl Marx socialista e Michael A. Bakunin anarquista) distribui panfletos com o título "O Direito à Preguiça".
O sindicato não deve apenas restringir a reinvidicações economicistas, deve organizar campeonatos, treinos, criação de clubes... As decisões devem ser tomadas junto com os trabalhadores através de debates. O desporto do operário deve ser cuidado pelo sindicato porque as estruturas federais estão ligadas a um Estado que quer encaixar o desporto nos moldes fascistas.
A Cultura Física, o Desporto e a Juventude Trabalhadora.
O jovem pratica desporto por gosto, vê como uma forma aumentar as suas capacidades e criar novos laços de amizade.
Os governos democráticos degradaram o desporto e devido a falta de apoio estatal os próprios jovens através de sindicatos e associações organizam o desporto e conseguem apoio de seus colegas do supletivo.
A Cultura Física do Desporto e a Mulher.
O fascismo segmenta cada ramo da sociedade para uma tarefa, para a mulher cabe as funções de
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