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Doença de Chagas - O Trypanosoma cruzi

Trabalho por Cintia Gomes, estudante de Bioquímica @ , Em 30/11/-0001

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1. INTRODUÇÃO

A doença de Chagas é uma infecção parasitária causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Na maioria dos casos a doença evolui até a fase crônica. O diagnóstico de laboratório depende do estágio no qual se encontra a doença. Durante a fase aguda, o diagnóstico se efetua mediante a comprovação dos parasitos no sangue. Durante a fase crônica, utilizam-se métodos sorológicos para detecção de anticorpos contra o Trypanosoma no sangue.

Vários são os métodos utilizados para o diagnóstico da doença de Chagas: reação de fixação de complemento, aglutinação, precipitação, imunofluorescência, hemaglutinação e imunoenzimático. No teste de hemaglutinação, hemácias previamente sensibilizadas com componentes do protozoário são colocadas em contato com o soro teste e, havendo anticorpos contra esses componentes (paciente com a doença), ocorrerá a aglutinação dessas hemácias. Essa técnica tem recebido especial atenção devido à sua facilidade de execução, alta sensibilidade e reprodutibilidade.

 

2. OBJETIVO

Determinar a presença de anticorpos anti T. cruzi em amostras de soro para diagnóstico da doença de Chagas por meio da técnica de hemaglutinação.

 

3. MATERIAL NECESSÁRIO

Tubos de ensaio para diluição e titulação
Pipetas sorológicas
Estante para tubos e rack de ponteiras
Recipiente para descarte de material.
Suspensão de hemácias sensibilizadas com componentes do Trypanosoma cruzi
Solução diluente
2-Mercaptoetanol
Soro controle positivo
Soro controle negativo
Placa de microtitulação descartável com fundo em “V”

 

4. PROCEDIMENTOS TÉCNICOS

1- Preparou-se a solução diluente. Solução diluente: Foi colocado em um tubo de ensaio 70 ml de 2-mercaptoetanol para 10 ml da solução diluente. A solução diluente com 2-mercaptoetanol é usada para diluir as amostras do soro.
2- Foram diluídos, em um tubo de ensaio, 10μl da amostra com 310 μl do diluente (diluição 1/32).
3- Pipetou-se 50 μl da amostra diluída anteriormente (1/32) na primeira cavidade da microplaca.
4- Na segunda cavidade da placa foi adicionado 50 μl de soro controle positivo.
5- Na terceira cavidade da placa  50 μl de soro controle negativo.
6- Foram adicionados 25 μl da suspensão homogênea de hemácias em cada cavidade da placa.
7- A microplaca foi agitada com batidas suaves com os dedos, nas laterais durante  3 a 4 minutos.
8- A microplaca foi então deixada em repouso por 60 minutos à temperatura ambiente, em local livre de vibrações.
9- A leitura foi realizada após 60 minutos.

 

5. RESULTADO

No controle positivo, observou-se que as hemácias se depositaram no fundo da cavidade como um tapete, às vezes com bordas irregulares. Já no controle negativo, as hemácias se depositaram no fundo da cavidade formando um botão.
A amostra em teste (soro testado pelo método de hemaglutinação) foi considerada de um paciente não chagásico, pois, no teste, foi observado que as hemácias se depositaram no fundo da cavidade, de maneira semelhante ao controle negativo.
É importante ressaltar que a solução diluente para as amostras em testes continha 2-mercaptoetanol que permite a retirada de anticorpos interferentes, evitando resultados errôneos.

 

6. CONCLUSÃO

Por meio da técnica de hemaglutinação é possível detectar a presença de doença de Chagas utilizando o soro dos pacientes. Nessa técnica, a presença de anticorpos anti-componentes do agente causador da doença, T. cruzi, causa a aglutinação de hemácias previamente sensibilizadas com esses mesmos componentes.
Durante o teste realizado em aula, a amostra testada apresentou-se semelhante ao controle negativo também testado, o que indica que o paciente não apresentava parasitose por T. cruzi.

 

7. BIBLIOGRAFIA

http://www.wamadiagnostica.com.br/files/pt/produtos/pdf/imuno_hai/CHAGAS%20HAI.pdf