Obesidade Infantil n Brasil
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
2009
Resumo
Crianças com excesso de peso precisam de uma atenção especial, pois o excesso de “fofura” pode desencadear doenças graves como hipertensão e diabetes. Quem acha bonito ver uma criança gordinha, está na hora de começar a repensar os seus conceitos. A obesidade infantil tem preocupado os médicos de todo mundo. Essa não é uma característica apenas de países desenvolvidos. No Brasil, 15% das crianças são obesas, o que o coloca entre os quatro países com maior incidência desse problema.
Palavras-chave: Sedentarismo: Cardápio especifico; Dicas.
1 Introdução
A obesidade está ligada a uma predisposição genética e fatores ambientais, como o hábito alimentar da família. O estilo de vida das pessoas influi fortemente quando o assunto em pauta é a obesidade. Assim, o sedentarismo aliado uma dieta hipercalórica, a ausência de regularidade no horário das refeições são fatores que de forma isolada ou combinada contribuem para o desenvolvimento da obesidade. O vínculo emocional mãe-filho afeta a nutrição da criança, pelo modo com que a mãe, demonstrando afeto ou preocupação, oferece alimentos como “prêmio” ou compensação. Dentre esses, o estilo de vida deve um componente importante na gênese da obesidade, pois este define os hábitos e costumes das crianças e adolescentes e os consolida nos pais. Esses hábitos e costumes podem ser elencados: não possuir horários fixos para comer; quantidade de comida preparada por refeição; qualidade da comida em relação à porcentagem de carboidratos, gorduras e proteínas; número de refeições consumidas diariamente; quantidade de alimentos consumidos em cada refeição relacionada aos horários das mesmas; hábito de comer entre as refeições e a qualidade e quantidade dos alimentos ingeridos nestes intervalos.
A mãe desempenha papel fundamental no aprendizado nutricional do filho. Esse aprendizado se desenvolve de forma ativa, quando a mãe realiza o controle da dieta da casa e de forma passiva, através da observação da criança quanto aos hábitos nutricionais da mãe ou da família.
O aconselhamento e orientação das mães no preparo e manuseio dos alimentos poderia determinar a efetividade de uma medida simples, como por exemplo, orientação nutricional, no controle de um sério problema como é a obesidade.
Assim, buscar os hábitos alimentares da família entre as mães de crianças obesas e definir o estado nutricional das mães dessas crianças ou adolescentes nos possibilitaria a identificação de alguns fatores de risco para o desenvolvimento da obesidade na criança ou no adolescente(PARANA, 2009).
2 Sedentarismo
Cerca de 20% das crianças brasileiras sofrem de obesidade. O mal atinge as crianças de todas as classes sociais, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria. Além das possíveis complicações com a auto-estima, que o apelo estético de um padrão sempre magro impõe, a doença traz inúmeras conseqüências clínicas. A obesidade deve ser prevenida tão logo a criança nasça, evitando assim o surgimento de obesos no futuro, com sérios riscos de doenças como a hipertensão, diabetes, doenças respiratórias, transtornos coronarianos e problemas ortopédicos (PARANA, 2009).
E muito importante os pais terem em mente que a maioria das crianças gordinhas não apresentam nenhum distúrbio hormonal. Apesar de o fator genético trazer uma importância significativa, em geral a maior causa da obesidade infantil ainda é o erro alimentar, o crescente hábito da ingestão excessiva de alimentos nocivos à saúde, como sanduíches, frituras e doces (PARANA, 2009).
Outro fator que contribui para a proliferação da doença é a falta de atividade física. Pesquisas revelam que cerca de 30% das crianças, entre 8 e 16 anos, passam 4 ou mais horas em frente à televisão diariamente. Com isso, deixam de correr nas praças, andar de bicicleta e participar de outras brincadeiras de boa atividade física. Esses estudos procuram relacionar o hábito de ver TV,
Ferramenta