OBESIDADE
INTRODUÇÃO
A obesidade é uma epidemia, sendo já considerada pela OMS como a doença do século XXI. Alguns especialistas atribuem este fato à ocidentalização. "O mundo moderno traz obesidade, ou seja, quanto mais as cidades se urbanizam e os aparelhos ficam cada vez mais confortáveis, nomeadamente telemóveis, comandos à distância ou automóveis, mais aumenta a prevalência da obesidade", alerta o presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO), Márcio Mancini, sublinhando, por outro lado, que os hábitos alimentares e a diminuição de gastos de energia contribuem também para o aumento da gordura.
A obesidade é uma síndrome com várias causas, caracterizada por um excesso de tecido gorduroso e pode ser classificada em várias modalidades. Há várias maneiras de saber se a pessoa é ou não gorda, ou seja, de se classificar a obesidade. A maneira mais simples e comum de classificar a obesidade é pelo peso. Na realidade nem sempre o pesado é gordo, já que a musculatura pesa mais que o tecido gorduroso, e uma pessoa musculosa não costuma ser gorda. Desde 1958, depois da famosa frase do economista John Kenneth Gailbraith, afirmando que "nos Estados Unidos da América morrem mais pessoas por excesso que por falta de comida", o tratamento da obesidade deixou de ser uma questão simplesmente estética e passou a ser uma questão de saúde pública e pessoal. De acordo com o especialista, 13% das mulheres e 8% dos homens brasileiros sofrem de obesidade, ao mesmo tempo que, cerca de 40% da população sofre de excesso de peso. Em Portugal, os números são semelhantes: mais de metade dos indivíduos sofre de excesso de peso ou obesidade."
A meta de se atingir um bom peso passou a exigir mudanças no habito alimentar, na prática do condicionamento físico e na atenção à saúde psíquica. Um peso mais proporcional passou a ter forte relação com o desenvolvimento, amadurecimento e envelhecimento mais saudáveis.
O QUE É A OBESIDADE
A obesidade é o maior problema de saúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as classes sociais, tem etiologia hereditária e constitui um estado de má nutrição em decorrência de um distúrbio no balanceamento dos nutrientes, induzindo entre outros fatores pelo excesso alimentar. O peso excessivo causa problemas psicológicos, frustrações, infelicidade, além de uma gama enorme de doenças lesivas. O aumento da obesidade tem relação com: o sedentarismo, a disponibilidade atual de alimentos, erros alimentares e pelo próprio ritmo desenfreado da vida atual.
A obesidade relaciona-se com dois fatores preponderantes: a genética e a nutrição irregular. A genética evidencia que existe uma tendência familiar muito forte para a obesidade, pois filhos de pais obesos tem 80 a 90% de probabilidade de serem obesos.
A nutrição tem importância no aspecto de que uma criança superalimentada será provavelmente um adulto obeso. O excesso de alimentação nos primeiros anos de vida, aumenta o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a causa principal de obesidade para toda a vida. Hoje, consumimos quase 20% a mais de gorduras saturadas e açúcares industrializados.
Os dados atuais são preocupantes: o número de obesos no Brasil e no mundo tem aumentado com muita rapidez. Um estudo comparativo do Setor de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP mostrou que, em apenas duas décadas (entre 1974 e 1997), o número de pessoas obesas no Brasil quase triplicou. Outra pesquisa, feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), indicou que o aumento da obesidade é um problema que atinge dezenas de países. Mas se quem é obeso sofre com o excesso de peso e sabe que a obesidade é fator de risco para doenças
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