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Condução de Corante

Trabalho por Daniela Bezerra, estudante de Biologia @ , Em 22/04/2003

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Condução de Corante

Introdução

   O percurso da água através da planta. Na maioria das plantas, a entrada de água faz-se principalmente através das células epidérmicas e pêlos radiculares das extremidades das raízes. Em muitas árvores e arbustos parece que também se verifica uma absorção apreciável de água através das porções mais velhas e suberizadas do sistema radicular. Sejam quais forem os tecidos que a água atravessa, esta atinge finalmente o interior dos vasos lenhosos ou dos traqueídeos do xilema radicular. Uma vez nos vasos xilêmicos, o sentido geral do movimento da água é ascendente. O xilema que se inicia na proximidade das extremidades das raízes é contínuo ao longo destas e dos caules e pecíolos das folhas, terminando no mesófilo da folha, após ter sofrido intensa ramificação. A maioria das células de uma folha encontra-se a pequena distância de um vaso condutor ou da extremidade de um destes vasos. O xilema, ao longo do qual a água se desloca constitui assim um sistema contínuo no interior da planta. A água desloca-se em massa na maior parte do seu percurso através das traquéias e traqueídeos. Dos vasos xilêmicos existentes na folha, a água passa para as células do mesófilo, e deste de célula para célula, acabando por se evaporar, pelo menos em sua maior parte, nos espaços intercelulares.
     Embora a maior parte do volume de H²O que passa através da planta siga este trajeto, e seja eliminado na transpiração, há pequenas quantidades que escapam por outro destino, passando para células vivas adjacentes dos feixes, sendo utilizadas na divisão celular e no aumento do volume das células, especialmente da zona cambial. As células clorofiladas, utilizam parte dessa. H²O no processo de fotossíntese.


Discussão

   Teorias sobre o mecanismo de translocação da água através da planta.
   Teorias vitalistas. Embora as traqueias e traqueídeos, ao longo dos quais se verifica o movimento longitudinal da água, sejam constituídos por células mortas, eles estão sempre em contato com células vivas. Por tal motivo tem-se sugerido, por vezes, que o movimento ascendente da água está diretamente dependente das células vivas, embora não se disponha de quase nenhuma evidência direta que suporte tal idéia.
   Pressão radicular. É frequente observar-se a exsudação de seiva xilêmica em ramos ou árvores recentemente cortados ou ainda em incisões ou oríficios feitos na planta. A maioria de tais exsudações resulta de uma pressão que se exerce no líquido xilêmico em consequencia de um mecanismo que funciona nas raízes.
   Embora seja uma realidade que a pressão radicular, em certas espécies e sob certas condições, é responsável pelo movimento ascendente de uma parte da água, são várias as razões que não permitem considerar esse processo como principal, nem o mais importante, pois em algumas espécies esse fenômeno nem foi observada, a pressão não é suficiente para forçar a subida de água até as partes mais elevadas das plantas e, além disso, a taxa de movimento de H²O, resultante da pressão radicular é suficiente para compensar as taxas da transpiração.
   Teoria da coesão da água. As moléculas de H²O são fortemente atraídas pelas outras, apesar de estarem em movimento continuo. Em massas de água no estado líquido, a existência dessas interações moleculares não é evidente, mas quando a H²O se encontra presa em algum recipiente, tais como tubos de ensaio de pequeno diâmetro, a presença dessas atrações é bastante visível. Se a água da extremidade superior sofrer uma força de sucção, o efeito será transmitido para toda coluna, devido a ação de atração mútua denominada de coesão, porém devido a adesão das moléculas de H²O com a parede do tubo, a água, não se afasta da parede do tubo.
   A tensão desenvolvida nos elementos do vaso condutores transmite-se ao longo de todo comprimento até as extremidades