RESUMO
A crise internacional dos combustíveis e o aumento no preço dos alimentos é foco de discussão eloqüente das autoridades econômicas mundiais, bem como seus objetivos para se buscarem culpados. O petróleo símbolo de ostentação e riqueza de poucos países é hoje cobiçado pelas superpotências como o ocorrido com o Iraque. Os EUA como “mocinhos” mundiais justificados pelo escárnio de Sadan Russein, invadiram o país superprodutor de petróleo, arruinaram sua economia para em futuro próximo se apoderarem do ouro negro, para controlar o mercado mundial. Como medida paliativa os biocombustíveis entram no cenário para tentar conter a alta dos preços do petróleo em deturpação dos preços dos alimentos, pois para a produção dos biocombustíveis áreas cultivadas com grãos para consumo humano cedem lugar para oleaginosas ou plantas ricas em sacarose, matéria-prima para a produção dos bicombustíveis, como a terra é finita as substituições de cultivos diminuem a produção de grãos.
Palavras-chave: Petróleo; Alternativas; Eficiência.
1 INTRODUÇÃO
Apresentado neste estudo, o efeito dos biocombustíveis sobre as questões que interferem na economia global e na produção de alimentos. Os preços do barril de petróleo no mercado internacional despencaram dos 140 dólares praticados em 2007 para pouco mais de 40 em 2010. Esta oscilação mostra que a detenção de reservas e tecnologias de sua extração, é alvo de exploração, deixando as economias mundiais a mercê dos interesses de gigantescos oligopólios provocando as chamadas “crises”, estas são criadas para atender os seus interesses, uma vez que esta riqueza não-renovável pode se tornar escassa. E os biocombustíveis surgem como soluções alternativas paliativas, podendo ser um ponto positivo, ou negativo, pois a sua produção está atrelada a vastas áreas de plantio, onde suprimem áreas de cultivo de alimentos, haja visto que a superfície do planeta é finita, assim como as áreas agrícolas.
2 DESENVOLVIMENTO
Tudo o que produz energia gera poluição, e tudo o que produz energia via combustão demanda de combustíveis fósseis ou não, esta energia é canalizada para atender as necessidades de trabalho, convertidas em meios de locomoção como transportes por exemplo. O fogo, uma reação química em cadeia que se processa na presença de gás comburente, libera energia para o ambiente na forma de luz e calor. Desde quando o homem passou a dominá-lo, deteve e detém o uso de uma tecnologia sem igual. O fogo, um dos maiores recursos que possibilitou nossa evolução. Adaptando o uso do fogo chegamos às caldeiras, e destas para os motores de combustão interna, a partir daí iniciou-se a demanda por combustíveis. Vale lembrar que no inicio da tecnologia do refino do petróleo a gasolina era jogada nos rios, pois ainda não existia procura que absorvesse a produção, era considerada inútil, as jazidas petrolíferas européias e americanas são mais ricas em gasolina do que óleo diesel.
Na ausência de energia as tecnologias de produção e ou geradoras de conforto e bem estar são inócuas, diante deste paradoxo a humanidade se vê cada vez mais dependente das formas energéticas desenvolvidas até então, a tração animal rudimentar, agora é obsoleta.
Com o aperfeiçoamento dos motores e a explosão industrial, principalmente na Inglaterra, a demanda por combustíveis intensificou-se, e desde então a humanidade paga o preço pelo controle da produção e exploração do petróleo como fonte de energia liquida e pronta para uso. O petróleo uma vez refinado tem armazenamento, estocagem, logística e distribuição relativamente eficiente e rápida, desta forma sendo disponibilizado para consumo em todos os setores.
Acordos industriais com empresas automobilísticas e governos detentores de tecnologias de exploração de petróleo orientam e controlam os meios para produzir maquinários e motores consumidores destes combustíveis, levando os complexos setores produtivos ao uso intenso e escravagista destas tecnologias. Alternativas ao consumo deste tipo de combustível são viáveis, porém cartéis de produção de petróleo somados ao poderio de grandes oligopólios envolvendo governos interessados e países produtores impedem o uso de tecnologias de combustíveis
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