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A EDUCAÇÃO NO RENASCIMENTO

Trabalho por JOSÉ SMOKOVICZ, estudante de Biologia @ , Em 09/08/2010

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A EDUCAÇÃO NO RENASCIMENTO

RESUMO

A educação no renascimento teve marcos profundos, a quebra de paradigmas, o intelecto humano com passos mais largos avança no sentido de sobrepujar os paradoxos determinados pelo poder de reis e papas, estrondosos acontecimentos marcaram esta reviravolta em nossa história, o surgimento e fortalecimento da burguesia em detrimento ao sistema feudal ruíram com o monopólio da então poderosa igreja católica detentora do poder, sabedoria e controle sobre as populações de até então na Europa. Movimento este iniciado na Itália (século XIV até o século XVII), de forma rápida e transformadora, a popularização dos livros após a invenção da imprensa teve o seu marco devastador quando então os monges copistas cederam lugar a uma tecnologia ultramoderna para a época baixando os custos e popularizando os livros que até então eram artigos de luxo e ostentação, surgirão bibliotecas públicas na Itália.

Palavras-chave: Sociedade; Paternidade; Analisados.

1 INTRODUÇÃO

O Renascimento teve com marco um movimento de modernização na arte e na cultura da Europa que se iniciou na Itália no século XIV, ricos e poderosos membros da sociedade italiana despertaram-se primeiramente, para a necessidade de superar a mentalidade feudal, o comércio, o maior alvo teve um rápido desenvolvimento, se estendeu por todo o continente europeu até o século XVII e teve como características tendências não eclesiásticas, mas sim racional e científica. Valorizava o ser humano como obra perfeita do Criador e iniciou o período antropocentrista que se opunha ao teocentrismo medieval que tinha Deus como centro de todas as coisas. O Renascimento surgiu na Itália, que era o principal pólo comercial daquele momento.

2 DESENVOLVIMENTO

Foi um grande movimento de glorificação do homem. Tanto o grego antigo como o homem moderno estiveram preocupados em compreender a origem do homem, chegaram a conclusões diferentes. As características valorizadas como: o racionalismo, o antropocentrismo, o individualismo, o hedonismo, o naturalismo e o otimismo. Ambos se preocupavam em estabelecer a compreensão do mundo em bases racionais, empíricas, porém olhavam o mundo de formas diferentes. Os renascentistas rejeitaram os padrões definidos e defendidos pela então poderosa igreja católica. Daí surgiu o humanismo e o teocentrismo medieval foi substituído pelo antropocentrismo.
Na época do Renascimento surgem três grandes áreas de interesse: a vida real do passado, o mundo subjetivo das emoções e o mundo da natureza física. Reunindo as principais conseqüências destes novos interesses, deslocou-se o centro de gravitação, afastando-se das coisas divinas, dirige-se para o próprio homem, visando o intelecto. Opõe-se à escolástica, tentando situar o ideal da nova vida nos propósitos e atividades específicas das disciplinas de humanidades.
Como a cultura dos gregos e romanos era um meio para esta compreensão, o aprendizado da língua e da literatura torna-se o problema pedagógico mais importante. Muito embora ainda elitista e aristocrático, o humanismo antropocêntrico renascentista, ao dirigir-se ao indivíduo permite antever uma maior participação do aprendiz na aprendizagem, procurando a interação.
Começam a surgir idéias onde as características do aprendiz se tornam mais relevantes. Segundo CAMBI APUD FELTRE (séculos XIV e XV), em sua "Casa Giocosa", propunha uma educação individualizada, o autogoverno dos alunos, a emulação. A preocupação maior era coma a formação integral do homem, visando um ser instruído. "Já aflorava a valorização da aprendizagem, pois assim dizia uma legenda da Casa Giocosa "Vinde ó, meninos aqui se instruem não se atormenta," aprender deveria ser algo prazeroso e gostoso com a intenção de viver a realidade, pois assim falava: “Quero ensinar aos jovens a pensar, não a delirar''. Foi considerado um precursor da Escola Nova. Já, Juan Luís Vives (séculos XIV e XV), valorizava as vantagens que o método indutivo proporciona ao estudante, o valor de uma observação rigorosa e da coleta de experiências, este método torna a experiência plausível de ser re-experimentada, isto torna o conhecimento um processo possível de ser repetido e estudado e novamente reavaliado, sendo um produto do