MATA ATLÂNTICA
INTRODUÇÃO
Poucos lugares na Terra abrigam tantas formas de vida como a Mata Atlântica brasileira. Milhares de espécies de animais, plantas e microorganismos, muitas delas ainda nem descritas pela Ciência, vivem nas encostas das montanhas, nos rios, nos mangues, nas restingas, nas ilhas, nas cavernas, nos campos de altitude e nos outros ambientes que formam a Mata Atlântica e seus ecossistemas associados. É tanta riqueza de vida que a Mata Atlântica brasileira é apontada como um dos mais importantes refúgios da biodiversidade em todo o planeta e declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera, um Patrimônio da Humanidade.
Segundo o IBGE (1992) o termo floresta ombrófila densa foi criado por Ellemberg & Mueller Dombois, substituindo o antigo termo floresta pluvial do mesmo significado, floresta "amigo das chuvas".
MATA ATLÂNTICA
Os autores classificam a Mata Atlântica com denominações diversas: floresta latifoliada tropical úmida de encosta (ROMARIZ), floresta perenifólia latifoliada higrófila costeira (ANDRADE-LIMA), mata pluvial tropical (COUTINHO) e floresta ombrófila densa (IBGE). O termo pluvial indica tratar-se de de mata que ocorre em regiões de elevada pluviosidade, como a região amazônica ou as encostas litorâneas. Ombrófilo significa: que gosta de umidade. As palavras tropical, equatorial e sub-tropical são indicativas da zona em que essas florestas aparecem (próximas ao Equador, dos trópicos ou um pouco mais afastadas destes), ou melhor ainda, das condições climáticas que prevalecem nas zonas em que estas florestas surgem. Floresta ou mata virgem é aquela que não foi modificada pelo homem.
No sentido amplo do termo, a Mata Atlântica engloba um diversificado mosaico de ecossistemas florestais com estruturas e composições florísticas bastante diferenciadas, acompanhando a diversidade dos solos, relevos e características climáticas da vasta região onde ocorre, tendo como elemento comum a exposição aos ventos úmidos que sopram do oceano. No reverso das escarpas, em suas porções voltadas para o interior, caracteriza-se como uma mata de planalto, resultante da existência de um clima úmido mas com estacionalidade bem marcada.
ORIGEM
Há cem milhões de anos, no período Cretáceo da Era Mesozóica, desenvolveram-se as primeiras plantas superiores (angiospermas), que propiciaram o aparecimento das formações florestais. Estas deram origem a uma das mais importantes formações florestais do globo: a Floresta da Mata Atlântica.
Formada por vários tipos de vegetação: Floresta Ombrófita Mista, Floresta Estacional, Manguezais e Restinga; a origem da Mata Atlântica está associada à separação dos continentes africano e sul americano (eles formavam um único continente chamado Gondwana), ocorrida há aproximadamente 80 milhões de anos atrás.
A acomodação de tanta terra e água com a formação do Oceano Atlântico, marcou um período de agitação geológica que sacudiu a Terra. Vulcões e grandes acomodações na crosta terrestre levantaram inúmeros blocos de montanhas, como a Serra do Mar, que ocupou a faixa litorânea de Santa Catarina ao Espírito Santo e se transformou no cenário ideal para a Mata Atlântica.
Os blocos de montanhas formaram uma barreira para os ventos carregados de umidade que vinham do Oceano. Sob a forma de névoa ou chuva, a umidade ajudou a criar as condições necessárias para que as formações atlânticas, que originaram a Mata Atlântica propriamente dita, se instalassem e evoluíssem numa velocidade alucinante.
As variações climáticas provocadas pela sucessão dos períodos de glaciação, quando se formavam as grandes geleiras (clima mais frio e seco) e períodos entre as glaciações (quando o clima ficava mais quente e chovia mais) , contribuíram para a expansão da Mata Atlântica que chegou a ultrapassar os limites da Floresta Amazônica, outra formação florestal presente no Brasil muito antes do descobrimento.
Espalhada pela faixa litorânea de Norte a Sul e expandindo suas fronteiras para o interior, em extensões variadas, a
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