POACEA
INTRODUÇÃO
A família Poaceae é uma das maiores famílias de angiospermas, e provavelmente a de maior importância econômica para o homem.
Seu estudo é objeto de um ramo especial da botânica, a agrostologia.
O uso de pastagens, constituídas na maioria das vezes de gramíneas, é a principal fonte de alimentação para a criação de bovinos, ovinos, eqüinos etc. Desta forma nota-se a alta dependência, principalmente no Brasil, da produção de carne, lã, leite e seus derivados, da exploração de áreas cultivadas com pastagens.
FAMÍLIA POACEAE (POÁCEA)
CARACTERÍSTICA DA FAMÍLIA
A família Poaceae, pertence a Ordem Cyperales, Subclasse Arecidae e Classe Liliopsida. Antigamente denominava-se Gramineae e a sua Ordem Graminales.
Ela é constituída na sua maioria por plantas herbáceas, anuais ou perenes, tanto silvestres como cultivadas conhecendo-se poucas exceções de representantes lenhosos. Os bambus, são uma exceção da família, são de grande porte e lenhosos.
Tipicamente as flores são muito pequenas, praticamente destituídas de perianto e são protegidas por brácteas e bractéolas secas, reunidas em características inflorescências. Fruto seco, do tipo cariopse. Semente com abudante endosperma.
A grande maioria floresce na primavera. Apresentam um grão de pólen muito uniforme, que ao microscópio óptico podemos distinguir diversas espécies, heteropolar com tamanho pequeno a mediano (D= 16-47mm). Alguns cereais cultivados podem chegar a alcançar um tamanho de 100mm. Apresentam simetria radial, circular e ligeramente elíptico em visão equatorial; circular em visão polar. Suas aberturas são simples do tipo poro, de 2-4 mm de diâmetro, com um opérculo. A exina tem de 1-1,5 mm de diâmetro. A superfície é granulada. O pólen de gramíneas apresenta uma elevada alergenicidade.
As gramíneas são constituídas por um conjunto de órgãos (folha, colmo, inflorescência e raíz), cada um formado por tecidos, que por sua vez, são constituídos por um conjunto de células com características químicas e estruturais próprias, e que desempenham mesma função. Cada tecido possui uma estrutura física e uma composição química que está diretamente relacionada à sua função na planta. Assim, tecidos designados à sustentação da planta, possuem células densamente agrupadas, com paredes espessadas e lignificadas. Por outro lado, tecidos relacionados ao processo de assimilação são ricos em cloroplastos e apresentam células com parede delgada e sem lignina.
Os tecidos da lâmina foliar são diferenciados em tecido condutor (feixes vasculares) consistindo das células do xilema e do floema, em tecido de suporte ou sustentação, o esclerênquima, que em folhas de gramíneas está freqüentemente associado ao tecido condutor, e em tecido assimilatório formado pelas células do mesofilo. Estes tecidos são cobertos em ambas as superfícies pela epiderme, que por sua vez pode ser coberta na face exterior pela cutícula. Gramíneas C3 têm os feixes vasculares das folhas circundados por uma bainha de parede espessada na face interna e uma bainha de células com paredes delgadas mais externamente. Os feixes vasculares são separados por um mesofilo com células esparçamente arranjadas. As gramíneas C4, normalmente, não apresentam a bainha interna, mas possuem uma bainha com células grandes e de paredes que apresentam espessura de até cinco vezes à das células do mesofilo (WILSON, 1993). Esta bainha, denominada bainha parenquimática dos feixes vasculares, é rica em cloroplastos, estando, assim, envolvida no processo fotossintético. Nas espécies C4, as células do mesofilo se apresentam mais densamente arranjadas, formando uma estrutura radial ao redor dos feixes vasculares, denominado arranjo tipo Kranz.
O colmo das gramíneas consiste de um tecido parenquimático no qual os feixes vasculares estão dispersos, com um anel esclerenquimático subepidérmico que circunda todo o colmo e a epiderme mais externamente. Os feixes vasculares são similares àqueles encontrados nas folhas, podendo apresentar um anel de fibras (esclerênquima)
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