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Gimnosperma

Trabalho por Eder Coral Gimenes, estudante de Biologia @ , Em 22/04/2003

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A redução da fase gametofítica, já muito avançada nas pteridófitas (samambaias), vai longe nas espermatófitas. A alternância de gerações, tão evidente nos grupos anteriores, já não pode mais ser reconhecida externamente.

O pleno sucesso na ocupação do ambiente terrestre pelos criptógamos vasculares, as samambaias, não foi alcançado devido à necessidade de grande umidade na fase gametofítica e pelo tipo de reprodução sexuada de forma anfíbia, com gametas que ainda requerem água para que os mesmos nadem do anterídio até o arquegônio. Logo, em alguma fase do ciclo deve existir no ambiente água suficiente que possibilite o deslocamento de gametas anfíbios.

Nos criptógamos, vasculares ou não, os esporos são dispersos após estarem completamente formados. Isto só persiste até as progimnospermas, porém nestas plantas fósseis o crescimento secundário já estava presente.

Nas fanerógamas, grupo formado pelas gimnospermas e as angiospermas, o esporo dá origem ao gametófito sem a sua liberação. Estas são todas plantas heterosporadas, e o esporângio feminino, denominado agora de nucela, é revestido por uma camada protetora (integumento), o que originou uma estrutura nova, até então inexistente, o óvulo. O megaprotalo, denominado saco embrionário nas angiospermas, se desenvolve no interior do megasporângio e microprotalo imaturo, é o grão de pólen. Nas selagineláceas os gametófitos desenvolvem-se no interior do esporo, cuja parede não se rompe por completo, mas isto ocorre longe do esporófito, pois os esporos são sempre dispersos. A semente, que é o óvulo fecundado e desenvolvido, possibilitou a proteção, nutrição e dispersão do esporófito jovem; sendo as espermatófitas as plantas dominantes em todas as formações vegetais.

As espermatófitas também são cormófitas. Os embriões das espematófitas mostram um pólo radical oposto ao caulinar, ao contrário das pteridófitas. A partir do pólo radical, desenvolve-se, geralmente, uma raiz principal (alorrizia). Esta, porém, falta nas pteridófitas (homorrizia primária). Pode estar reduzida nas espermatófitas, ou ter uma vida muito curta (homorrizia secundária. Monocotyledoneae).A ramificação do eixo caulinar se produz seguindo o tipo axilar. À exceção das monocotiledôneas, quase sempre há condições para um crescimento secundário, em grossura, do eixo caulinar. Na adaptação à vida terrestre, em condições secas ou de umidade variável, os tecidos condutores e isolantes foram se diferenciando mais intensamente. Os órgãos fundamentais aparecem, aqui, numa diversidade deformas superior à das pteridófitas. Adaptados das mais diversas maneiras às condições de vida, experimentam, muitas vezes, mudanças na sua função. Os esporofilos uniram-se em grupos de crescimento limitado, isto é, em flores. Estas, nas angiospemas, caracterizam-se por possuir um perianto.


Gimnospermas

Denominamos Gimnospermas a diversos grupos de plantas que tiveram o seu apogeu durante o baixo e médio Mesozóico (Triássico e Jurássico), e presentemente representadas por apenas 820 espécies viventes, em cerca de 80 gêneros.

São plantas que formam sementes nuas, isto é, não encerradas em ovários. Os óvulos formam-se sobre megasporofilos ou estruturas análogas, isoladamente ou em grupos. Cada megasporângio geralmente se acha protegido por um envoltório ou tegumento que deixa no ápice uma abertura, a micrópila; freqüentemente os microsporângios e os megasporângios estão reunidos em estróbilos. A polinização é feita pelo vento ou por insetos pouco especializados (besouros), daí a grande quantidade de grãos de pólen formados. Uma das diferenças fundamentais entre Gimnospermas e Angiospermas é a ausência de endosperma na semente das primeiras. Com exceção das Gnetophyta, elas não apresentam elementos de vaso no lenho secundário, sendo este formado exclusivamente por traqueídes e possuem comumente canais resiniferos.

Cronquist (1971) considerou as gimnospermas compondo um só táxon, a Divisão Pinophyta, mas nas últimas décadas foram-se acumulando evidências de que as plantas tradicionalmente aí incluídas não formam um grupo monofilético. Assim, adotaremos aqui a proposta de Gifford e Foster (1989) e de Mauseth (1995), que tratam as gimnospermas como 7 filos:

1. Divisão Progymnospermophyta