A EVOLUÇÃO DOS PEIXES
1. INTRODUÇÃO
Tudo terá começado há cerca de 200 milhões de anos, muito antes dos Dinossauros povoarem a terra, no período Jurássico (há 205 milhões de anos), passando por diversas fases de um processo dinâmico de gênese, adaptação e extinção. A história evolutiva dos peixes é tão mais impressionante como quando foi trilhada, enquanto continentes e clima se modificavam dramaticamente, ao mesmo tempo em que ocorriam extinções em massa e transformações profundas da fauna e flora que moldaram a face do planeta.
No decorrer deste último século os cientistas descobriram várias pistas que os levaram as algumas comprovações sobre a teoria da evolução. Sabe-se que a princípio, não existiam seres vivos possuidores de coluna vertebral. Antes do surgimento dos primeiros vertebrados milhões de anos se passaram na historia da evolução. Os primeiros a aparecer tinham formas de peixe, e somente milhões de anos após é que os primeiros anfíbios passaram a existir, e depois vieram os répteis, pássaros e mamíferos.
Basicamente evolução do complexo pineal dos vertebrados traduz-se na transformação de estruturas sensoriais (nervosas), os olhos pineais dos vertebrados inferiores, em estruturas endócrinas, as glândulas pineais dos vertebrados superiores.
Uma das questões que desde logo se pode colocar é a de como se terá operado esta transformação. Em muitos casos é difícil compreender como fenômenos evolutivos, envolvendo estruturas relativamente complexas, se possam ter desenrolado através de processos aleatórios, isto é, através de sucessivas mutações que se terão logo de integrar, harmonicamente, num conjunto plenamente funcional. Esta aparente dificuldade tem sido, recorda-se mais em particular no que se referem à origem dos olhos complexos de certos grupos animais, um dos mais evocados argumentos anti-darwinianos (anti-gradualistas).
Para se evidenciar a natureza gradua lista dos processos evolutivos há, portanto não só que demonstrar a existência de fases intermediaria, mas também o significado adaptativo das mesmas. O caso da transformação de um olho numa glândula endócrina, no decurso da evolução dos Vertebrados que iremos desenvolver neste trabalho, é como dissemos um magnífico exemplo desse tipo de processos. Trata-se como veremos de uma transformação gradual, por pequenos passos, em são evidentes numerosas fases intermédias, cujo valor adaptativo, imediato e pleno, facilmente se pode compreender. Esta transformação ajuda igualmente a entender que na evolução as impostas pelas estruturas orgânicas pré-existente, não se formam de novo.
O tema que desenvolvemos vai nos dar ainda oportunidade de abordar vários e significativos aspectos da biologia.
2. DIVERSIDADE, EVOLUÇÃO, E CLASSIFICAÇÃO DOS VERTEBRADOS
As 50.000 espécies atuais de vertebrados variam, em tamanho, de menos de um grama a mais de 100.000 quilos e vivem em habitats que vão do fundo dos oceanos ao topo das montanhas. Esta extraordinária diversidade é produto de 500 milhões de anos de evolução.
Evolução significa mudança nas freqüências relativas de alelos no conjunto gênico de uma espécie. A variabilidade hereditária dos indivíduos de uma espécie é a matéria prima da evolução, e a seleção natural é o mecanismo que produz mudança evolutiva.
A seleção natural atua através da reprodução diferencial e o valor adaptativo descreve a contribuição do diferencial dos indivíduos para as gerações futuras. A maior parte da seleção provavelmente opera ao nível dos indivíduos, mas é possível que também atue ao nível dos alelos, populações, ou mesmo espécies. Em adição à variabilidade individual, as espécies freqüentemente exibem dimorfismo sexual e variação geográfica. O dimorfismo sexual reflete as diferentes forças seletivas atuando sobre machos e fêmeas de uma espécie, como resultado da assimetria do investimento reprodutivo. Em muitos casos, os machos maximizam seu valor adaptativo acasalando-se com maior número possível de fêmeas, enquanto que as fêmeas devem procurar o
Ferramenta