A Escalada do Monte Improvável
Face a face com o Monte Rushmore
O autor inicia o capítulo defendendo a teoria da evolução através de uma nova visão, trazendo o figo no lugar da maçã como o fruto proibido e tentador do Jardim do Éden. Nos leva a refletir sobre a possibilidade de que o mundo vivo existente hoje tenha sido realmente fruto de uma seleção natural. Instiga a compreender o que são criações acidentais e o que é planejado, através da observação das pedras que surpreendem com seus formatos curiosos, e distinguir os objetos designóides que parecem ser projetados.
Cita o exemplo da Nepentácea como um recipiente designóide, que apresenta forma comparada ao cântaro, e parece ter sido muito bem planejada, pois cada detalhe de sua formação contribui para facilitar sua existência. O pseudodesigner que impressiona com as semelhanças entre dois objetos diferentes, onde o autor cita como exemplo o bicho pau e o graveto, um besouro e um cupim e ressalta que não são os únicos a impressionarem no mundo animal.
O autor também fala do quanto nos impressionam a semelhança entre estruturas vivas e dispositivos feitos pelo homem e com mesmas funções, citando o olho humano e a câmera fotográfica como exemplo. Organismos vivos podem carregar designers como um subproduto incidental, onde podemos falar das folhas do junco que possuem folhas semelhantes a navalhas, e mesmo que se possa melhorar sua capacidade cortante não será feito o uso deste benefício, apenas como a genética possibilita ganho cumulativo, o melhor exemplar encontrado em uma geração será mais eficiente que o melhor da geração anterior.
Richard Dawkins cita o exemplo do repolho e diz que todos os vegetais foram criados a partir de um mesmo ancestral, também mostra o poder da seleção artificial para moldar os animais. No caso dos cães e dos repolhos, o evento da hereditariedade providencia que os melhoramentos acidentais encontrados em cada geração sejam acumulados ao longo de muitas outras e no fim dessas muitas gerações de encontros cumulativos é produzido um objeto designóide que nos traz admiração pela perfeição de seu design aparente.
O livro é interessante, mostra exemplos da teoria e o raciocínio para tentar explicar de onde saíram formas e modos de vida de tantos seres vivos, o autor faz um excelente trabalho, introduz o leitor no fascinante mundo da seleção natural.
Algemas de seda
No capítulo dois o autor descreve as teias de aranha como mecanismo para aumentar o raio de captura de insetos, comparando a aranha a uma andorinha com a abertura de boca de uma baleia. Descreve uma teia ideal que evitasse a fuga da presa, que poderia ser obtido através da aderência, porém ressalta que também seria um risco a própria aranha que não está imune e poderia ser vítima de sua própria teia. A eficiência da teia é calculada através do número de insetos capturados menos o custo da seda gasta, e as aranhas são extremamente econômicas comparando ao peso da língua do camaleão que corresponde a uma fração considerável de seu corpo e o peso da seda da teia de uma aranha que equivale à milésima parte de seu peso corporal.
As formas de construções das teias, a necessidade de ajustes finos e diferenciações feitas elaboradas por espécies de acordo com suas necessidades como as que adaptaram suas teias em forma de escada na selva da Nova Guiné e logo em seguida na Colômbia, diferenciadas por um único detalhe, de que uma tem o centro na base e a outra no cume, porém com a mesma razão: por se alimentarem de mariposas.
Através da utilização de um programa de computador verificou -se que determinado modelo de teia sofria
Ferramenta