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A Febre Amarela

Trabalho por Pedro Paulo da S. Dias, estudante de Biologia @ , Em 25/05/2004

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FEBRE AMARELA


INTRODUÇÃO

A febre amarela é uma doença infecciosa, para a qual está disponível uma vacina segura e altamente eficiente, causada por um flavivírus (o vírus da febre amarela), que ocorre na América e na África. No Brasil, a febre amarela é geralmente adquirida quando uma pessoa não vacinada entra em áreas de transmissão silvestre (florestas).Uma pessoa não transmite febre amarela diretamente para outra. Para que isto ocorra, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus ter se multiplicado, pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado


AEDES AEGYPTI

Este membro da família Culicidae e pertencente ao subgénero Stegomya (por isso mesmo é conhecida muitas vezes por Stegomya aegypti) é originária das regiões egípcias, de onde deriva o seu nome. Esta espécie é muito temida nas várias regiões do globo em que habita, nomeadamente as regiões tropicais e subtropicais, devido a ser a transmissora de várias doenças, com destaques para a febre amarela e para o dengue. É uma espécie que habita em meios urbanos, tendo-se adaptado a habitats artificias, como por exemplo os pneus.

Estas doenças estão cada vez mais a alastrar-se pelo globo devido à evolução das redes de transportes, responsáveis pela disseminação destas espécies pelos quatro cantos do globo e também às alterações climáticas.


TRANSMISSÃO

A transmissão da febre amarela pode ocorrer em três situações distintas: a urbana, a silvestre e, em áreas de fronteiras agrícolas, a intermediária ("rural"). As manifestações da febre amarela, no entanto, não dependem do local de transmissão. O vírus e a evolução clínica são idênticos. A diferença está apenas nos transmissores e no local geográfico de aquisição da infecção. A transmissão silvestre da febre amarela é feita por intermédio de mosquitos do gênero (principalmente) Haemagogus. O ciclo silvestre do vírus é mantido pela infecção de macacos e da transmissão transovariana do vírus no próprio mosquito. A enfezo humana se dá quando uma pessoa não imunizada penetra em áreas de florestas. Uma vez infectado, a pessoa pode ao retornar tornar-se uma fonte de infecção para o Aëdes aegypti, que então pode iniciar a transmissão urbana da febre amarela. Uma pessoa pode ser fonte de infecção para o mosquito desde imediatamente antes de surgirem os sintomas até o quinto dia da infecção. O Aëdes aegypti torna-se capaz de transmitir o vírus da febre amarela 9 a 12 dias após ter picado uma pessoa infectada. A transmissão urbana da febre amarela não ocorre no Brasil desde 1942. Em áreas de fronteiras de desenvolvimento agrícola, pode haver uma adaptação do transmissor silvestre ao novo habitat e ocorre a conseqüente possibilidade de transmissão intermediária ("rural") da febre amarela nestes locais. Em áreas urbanas, o Aëdes albopictus é um transmissor potencial, embora ainda não tenha sido definitivamente incriminado como vetor da  febre amarela. O Aëdes aegypti (principalmente) e o Aëdes albopictus proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos, hotéis), em recipientes que acumulam água limpa (vasos de plantas, pneus velhos, cisternas etc.). O Aëdes aegypti e o Aëdes albopictus (comprovadamente) também transmitem o dengue. Ambos picam durante o dia, ao contrário do mosquito comum (Culex), que tem atividade noturna.


RISCOS

No Brasil, a erradicação do Aëdes aegypti na década de 30, aliada disponibilização da vacina, interrompeu a transmissão urbana da febre amarela, e fez desaparecer também o dengue. O último caso de transmissão urbana da  febre amarela ocorreu no Acre em 1942. Desde a reintrodução do Aëdes aegypti no Brasil, na década de oitenta, passou a existir um evidente risco do retorno da transmissão urbana da febre amarela.

Todas as áreas infestadas pelo Aëdes