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Aparelho Reprodutor Feminino

Trabalho por Carlos Eduardo Merseguel, estudante de Biologia @ , Em 05/08/2003

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Sistema Reprodutor Feminino


FASES DO ÚTERO

A parede do útero é relativamente espessa e constituída por três túnicas, que, de fora para dentro, são: 1ª serosa (tecido conjuntivo + mesotélio), ou adventícia (somente tecido conjuntivo), conforme a região do órgão considerada; 2ª miométrio, túnica de músculo liso; e 3ª endométrio, que é uma mucosa.

O miométrio, de tecido muscular liso, é a túnica mais espessa do útero. Os feixes de músculo liso formam três camadas de limites imprecisos: stratum submucosum, o stratum vasculare e o stratum subserosum. O primeiro e o último são formados principalmente por fibras dispostas no sentido longitudinal, isto é, paralelas ao maior eixo do órgão. O stratum vasculare é acamada mais espessa do miométrio e recebe esse nome por sua riqueza em vasos sanguíneos calibrosos. Neste stratum predominam feixes musculares de direções perpendiculares entre si.

Durante a gravidez o miométrio cresce acentuadamente, sofrendo regressão após o parto. Esse crescimento deve-se à hipertrofia (aumento de volume) e a hiperplasia (aumento do número) das fibras musculares lisas e a um aumento do material extracelular, principalmente colágeno. As novas fibras musculares que surgem na gravidez resultam da divisão miótica de fibras preexistentes e da diferenciação de células mesenquimatosas presentes no miométrio.

As fibras colagenas que aparecem no útero grávido são sintetizadas por células do conjuntivo e também pelas fibras musculares lisas do miométrio.

O endométrio é formado por epitélio e lamina própria contendo glândulas tubulosas simples que às vezes se ramificam em suas porções mais profundas (próximo ao miométrio).

O epitélio, ao mesmo tempo, reveste e secreta glicoproteínas (muco). Suas células são cilíndricas e algumas apresentam cílios. O epitélio das glândulas uterinas e semelhantes ao epitélio superficial, sendo, porém, mais raras as células ciliadas.

O tecido conjuntivo da lâmina própria é rico em células e apresenta abundante material extracelular. As fibras conjuntivas são principalmente do tipo reticular.

Sob a ação dos hormônios ovarianos (estrógenos e progesterona) produzidos por estímulo da adeno-hipófise, o endométrio sofre modificações estruturais cíclicas, que constituem o ciclo menstrual.

A fase menstrual vai do primeiro ao quarto dia do ciclo. Em seguida vêm as fases proliferativas (quinto ao 14° dia) e secretória (15° ao 28° dia). A duração de cada fase é imprecisa e as indicações dadas são apenas valores aproximados.


FASE PROLIFERATIVA

Após a fase menstrual a mucosa uterina fica reduzida a uma pequena faixa de tecido conjuntivo, contendo os fundos das glândulas, pois suas porções superficiais e o epitélio de revestimento se perderam.

Esta parte profunda do endométrio, que não é destruída na menstruação, chama-se camada basal, enquanto a porção que é destruída e renovada em cada ciclo chama-se camada funcional.

A fase proliferativa coincide com o desenvolvimento dos folículos ovarianos e com a produção de estrógenos, sendo chamada também de fase estrogênica.

Em virtude da rápida proliferação, as células glandulares por vezes assumem um arranjo estratificado.

No fim da fase proliferativa, as glândulas apresentam se retas, com luz estreita, podendo conter um pouco de secreção. As células gradualmente aumentam o retículo endoplasmático rugoso e o complexo de Golgi, preparando-se para aumentar a secreção de glicoproteínas. As artérias helicoidais crescem acompanhando o crescimento do estroma endometrial.


FASE SECRETÓRIA

Esta fase inicia-se após a ovulação e depende da formação do corpo lúteo, o qual secreta progesterona. Atuando sobre as glândulas já desenvolvidas pela ação dos estrógenos, a progesterona estimula as células glandulares a secretar. A secretória é chamada também de progestacional. As glândulas tornam-se tortuosas e as células acumulam glicogênio na parte basal.