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A Genética do Sexo e a Embriologia do Aparelho Reprodutor

Trabalho por Fabio Campos, estudante de Biologia @ , Em 22/04/2003

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A GENÉTICA DO SEXO e a EMBRIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR 


A espécie humana possui 44 cromossomos mais 2 sexuais (perfazendo os 46 cromossomos encontrados numa célula somática). Durante muito tempo, o homem acreditava que a mulher era a responsável pela determinação do sexo do futuro bebe, isto graças a dois fatores, ambos de ordem empírica, porém, tendo um, um pseudo - embasamento científico, são eles:

  • A forte carga machista que impregnava - e impregna ainda - nossa sociedade, outorgando ao homem , leia-se "macho", a condição de SUPERIORIDADE em relação à mulher, leia-se "fêmea", relegando esta a um segundo plano de interesses e valores, diga-se de passagem, nosso Código Civil só agora fora reformulado, igualando os direitos civis entre homens e mulheres tal qual propõe nossa Carta Magna, já que desde 1916 (antigo Código Civil) a mulher sempre ocupou uma posição ingrata na história de nossa Humanidade;
  • O fato de um cientista ao observar um gameta masculino - espermatozóide - com a ampliação do microscópio, pode constatar a presença de um, ACREDITEM!!, "Homenzinho" no seu interior! Deduzindo daí, que o homem sempre "geraria homens", e que se eventualmente, nascessem mulheres seria culpa da Progenitora, que alterou a informação do Progenitor.....

Tal crendice perdurou por muito tempo, até que com o advento tecnológico, novas e mais competentes técnicas analíticas puderam demonstrar o quanto ambos argumentos eram destituídos de lógica, primeiro porque uma análise mais detalhada do espermatozóide pode evidenciar que o tal "homenzinho" vislumbrado nada mais era do que o núcleo celular do gameta - acrescente-se a carga imaginativa e pré-concebida do cientista....; segundo porque a recente Engenharia Genética pode constatar que, ao contrário do que se supunha, o homem é que é o responsável pela determinação do sexo do futuro bebe, uma vez que existem basicamente dois cromossomos ligados ao sexo, simbolizados pelas letras do alfabeto X e Y, sendo a mulher HOMOZIGÓTICA (XX), enquanto que o homem é HETEROZIGÓTICO (XY), logo, cabendo a este, a condução do sexo do bebe; terceiro porque mais recentemente, com o advento do Projeto Genoma, ficou mais do que nunca claro, que não existe, do ponto de vista genético, espécies humanas superiores umas às outras.

Isto posto, podemos, nivelados que somos, estudar como se desenvolve a embriologia do sistema reprodutor masculino e feminino.

Como já foi colocado, nossas células somáticas perfazem o número de 46 cromossomos, enquanto que nossos gametas - espermatozóide e óvulo - possuem apenas metade, isto é, 23; graças a isso, no ato da fecundação do espermatozóide no óvulo, ocorre a fusão dos núcleos de ambas células, bem como do material genético, restituindo assim os 46 cromossomos de nossa espécie, e transmitindo aos descendentes caracteres dos ascendentes. originando o ZIGOTO, ou célula - ovo. Esse zigoto possui todas as informações sobre sua gênese biológica, informações estas recebidas dos cromossomos dos progenitores.

Desde este primeiro momento, todas as características genotípicas estão definidas, inclusive o sexo - caso o óvulo fora fecundado por um espermatozóide X dará origem a uma menina, caso seja por um espermatozóide Y a um menino.

No desenvolver embrionário, constata-se o surgimento de duas estruturas:

  • DUCTO DE WOLF;
  • DUCTO DE MÜLLER.

Tais estruturas conviveram até o terceiro mês de gestação. Contudo, devido às características sexuais do futuro indivíduo, apenas uma persistirá enquanto que a outra se atrofiará. No caso do Ducto de Wolf, evoluirá para o aparelho reprodutor Masculino (genitália interna), e o Ducto de Müller para o aparelho reprodutor Feminino (genitália interna).

Com a presença do cromossomo sexual "Y", será produzido uma substância MORFOGENÉTICA - primeiro hormônio - fazendo com que o Ducto de Wolf permaneça, e na ausência desse cromossomo, o Ducto de