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A Lógica de Aristóteles

Trabalho por Manoel Menezes, estudante de Filosofia @ , Em 22/04/2003

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A Lógica de Aristóteles


1. Introdução

Ao me deparar com a responsabilidade de pesquisar e escrever sobre lógica, as dificuldades surgiram desde logo. Sobre qual tema dissertar? Analisando os temas nos quais eu poderia decidir-me logo veio à minha mente, "o início". Como bem deixou claro o nosso douto professor Luis Rodolfo Souza Dantas: "... Aristóteles criou a lógica propriamente dita..." Em verdade, Aristóteles foi o primeiro a dar a Lógica um tratamento em separado.

A "analítica", nomenclatura da qual o próprio Aristóteles se utilizou para designar a lógica, não foi considerada por ele uma ciência propriamente dita, mas sim um estudo propedêutico. Por isso, suas exposições se conectam constantemente com o ser, como se expusesse a lógica em função de outro ser filosófico.

Mesmo assim, Aristóteles empregou ao estudo da lógica amplidão e admirável perícia.

A Dialética, onde encontramos uma tese e uma antítese, e dessas duas retiramos a síntese, esta, então, se tornará uma tese, obteremos outra antítese e uma nova síntese, e assim por diante até encontrarmos uma tese perfeita, foi a forma encontrada por Platão para se acessar o mundo das idéias. Para Aristóteles era desnecessário separar realidade e aparência em dois mundos diferentes e a dialética, para ele, era um procedimento inseguro para o pensamento e a linguagem da filosofia a da ciência, esse foi o motivo pelo qual Aristóteles criou um conjunto de procedimentos, demonstrações e provas, ou seja, a lógica, ou analítica.

Em sua lógica, Aristóteles estabeleceu um conjunto de regras rígidas, as quais deveriam ser seguidas para que uma conclusão fosse aceita e logicamente válida. A linha de raciocínio lógico er baseada em premissas e conclusões. Como por exemplo: Todo ser vivo é mortal (premissa 1), colocamos, então, outra premissa: Fábio é um ser vivo, temos como conclusão que Fábio é mortal.

O ponto de partida do procedimento lógico não está em opiniões contrárias, mas sim em leis universais do pensamento.

A lógica de Aristóteles possui seis características básicas, quais sejam:

  • Instrumental – a lógica é utilizada como um instrumento, não pe propriamente uma ciência, mas seve como uma técnica a ser utilizada nas ciências;
  • Formal – estuda a estrutura das proposições e do raciocínio dedutivo, ignorando o conteúdo da preposição;
  • Propedêutica – o conhecimento da lógica deve ser anterior, serve como afinação do raciocínio. Deve ser conhecida antes de se iniciar uma investigação filosófica ou científica;
  • Normativa – estabelece meios de conformação ao raciocínio, o raciocínio coreto deve obedecer a regras, princípios e Leis. Essa normatização pode ser contestada;
  • Doutrina da Prova – fundamentos necessários de todas as demonstrações, deve existir uma base, algo que sustente a veracidade de uma conclusão ou proposição;
  • Geral – constatação de que esses princípios, regras e leis de raciocínio são universais e imutáveis.

Passaremos agora a um estudo mais aprofundado da lógica Aristotélica.


2. A Lógica de Aristóteles

No século II da era cristã, as obras de Aristóteles sobre lógica foram reunidas por Alexandre de Afrodisia sob a designação geral de Órganon. Inclui seis tratados, cuja seqüência corresponde à divisão do objeto da lógica. Estuda as três operações da inteligência: o conceito, o juízo e o raciocínio.

O conceito é mera representação mental do objeto. Juízo é um ato de afirmação ou de negação de uma idéia a respeito de outra. Raciocínio é a articulação de juízos. O objeto da lógica é o raciocínio, não é o conceito, nem os juízos. Em outras palavras, não há pensamento estruturado quando se consideram idéias isoladas.

A proposição é a expressão verbal do juízo, é estudada por