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A Ideologia de Karl Marx e Engels

Trabalho por Alex Ziglioli Pacheco, estudante de Ciências Sociais @ , Em 22/04/2003

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Karl Friedrich Marx (1818-1883)

18/03/1999

De família israelita, foi economista, filósofo e revolucionário alemão. Durante o período universitário, freqüentou um grupo de jovens hegelianos, entre eles Bruno Bauer. Desde cedo filiou-se à esquerda hegeliana. Em Paris, trabalhou com Arnold Ruge, no período de 1843 a 1845, em atividades jornalísticas, e publicou Kritik der Hegelschen Rechtsphilosophie (Crítica da Filosofia do Direito de Hegel). Nessa estadia na capital francesa, tornou-se amigo de Engels, com quem escreveu, em 1845, a obra "Die Heilige Familie" (A Sagrada Família), em que critica as idéias de Bruno Bauer. Foi expulso da França, por solicitação do governo prussiano. Foi para Bruxelas em 1845, onde permaneceu durante três anos. Nesse período escreveu: "Über Feuerbach" (Sobre Feuerbach). Tomou parte, em 1847, no segundo congresso da Liga dos Comunistas, entidade sediada em Londres, sendo encarregado de elaborar um manifesto, feito em fevereiro de 1848, com o título de Manifesto Comunista. Retomou seus estudos econômicos e escreveu "Die Klassenkämpfe in Frankreich" (As Lutas de Classes na França), em 1850. Em 1864, participou da fundação da Associação Internacional de Trabalhadores, a Primeira Internacional, em que exerceu grande influência. Procurou unir nessa Associação as diversas correntes socialistas existentes, como as de Mazzini, Proudhon, Bakunin e Lassalle. A sua obra mais famosa foi "Das Kapital" (O Capital), publicado pela primeira vez em 1867. Os segundos e terceiros volumes foram publicados em 1895 e 1894, respectivamente, por Engels, que reuniu todo o material deixado por Marx. O quarto volume, cuja edição foi iniciada por Engels, continuada por Paul Lafargue (genro de Marx) e terminada por Karl Kautsky, foi publicada por este último, em três partes, de 1904 a 1910.

A Mais-valia na economia marxista, é a quantidade na qual o valor do produto de um trabalhador excede seu salário; parte do produto apropriado pelos capitalistas. O Capital segundo Marx é o trabalho morto (máquinas e equipamentos adquiridos pela classe capitalista no processo de acumulação) que suga o sangue do trabalho vivo (capital variável que produz a mais-valia que o capitalista absorvera para o processo produtivo).

Processo da Mão-de-Obra --- Partimos do pressuposto de que a primeira etapa da acumulação se realiza sem problemas. Agora, o capital em dinheiro M tem se convertido em força de trabalho contratada e na arregimentação de bens físicos. É justamente aqui, sobre o chão da fábrica, que Marx enxerga a gênese da acumulação. Segundo seu ponto de vista, a acumulação de capital se encontra na capacidade que têm os capitalistas de pagar menos pela força laboral, sobre o valor real que os trabalhadores acrescentam aos bens que ajudam a produzir. Esta teoria é conhecida como a Mais Valia. Parte do pressuposto que uma parcela da riqueza que é criada pelo trabalho é apropriada pelo capitalista e não devolvida para o trabalhador.

O trabalhador tem direito apenas ao valor de sua mão de obra, e o recebe integralmente. Mas o capitalista recebe integralmente o valor de todo o dia de trabalho do operário, que é maior do que as horas pelas quais é pago. Dessa forma, quando o capitalista vende seus produtos, pode vendê-lo pelo valor real e ainda assim obter lucro, pois há mais trabalho-tempo em seus produtos do que o trabalho-tempo que foi obrigado a pagar.

E como pode tal coisa acontecer? Acontece porque o capitalista monopoliza o acesso aos meios de produção.

A teoria marxista nos diz que quando os salários aumentam a mais-valia tende a cair. Frente à ameaça da queda do lucro, pelo aumento dos salários, os capitalistas introduzem máquinas que economizam trabalho em suas fábricas. Isso provocará o desemprego de parte da força de trabalho, criando uma espécie de Exército Industrial de Reserva, que recolocará os salários no valor mais inferior