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Como esta Taylor hoje.

Trabalho por Cristina Renata do Souto, estudante de Administração @ , Em 22/04/2003

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Taylor

 

INTRODUÇÃO

O estudo mostra que mesmo com toda a modernidade existente hoje não estamos preparados para retirar o nome de Taylor dos livros de história da administração. A sombra deste homem estende-se por cerca de 60 ou 70 anos da história, seu fantasma ainda anda pelo mundo. Suas idéias e seus métodos ainda dominam a maior parte do pensamento ocidental em administração, e partes da sua filosofia ainda são válidas. Mas ainda somos orientados por ferramentas e tarefas, por estruturas por processos e procedimento, e não pela interação humana. Apresentaremos também algumas empresas que vêem tentando mudar o seu modo de administração procurando dar mais autonomia e poder de decisão aos seus funcionários.

 

ANÁLISE

Frederick Winslow Taylor, um dos primeiros consultores em administração foi o pai dos métodos de análise do trabalho subjacentes à maior parte do que hoje é chamado de engenharia industrial. Seus métodos transformaram-se na base de grande parte da moderna prática de gestão, pelo menos no que diz respeito à tática da supervisão do trabalho.

Ele reconheceu que a eficiência do trabalho e a produtividade seriam extremamente importantes, e concluiu que as baixas qualificações e a educação limitada dos trabalhadores exigiam alguma espécie de simplificação e padronização do trabalho para eles. Taylor acreditava que, para cada função, havia "a melhor maneira" de executá-la. Seu conceito de administração científica determinava que especialistas técnicos como ele analisassem cada tarefa detalhadamente, a decompusessem em seus mínimos movimentos, e reorganizassem os movimentos para minimizar a perda de energia. Uma vez determinada pela administração a melhor maneira de executar uma tarefa, o que sobrava era apenas ensinar o método ao trabalhador e garantir que ele o usasse.

O estudos de Taylor provaram, que um trabalhador executando trabalho braçal pesado poderia conseguir mais num dia se lhe fosse permitido descansar periodicamente, e não se lhe fosse exigido trabalhar continuamente.

As contribuições de Frederick Taylor e seus seguidores têm sido muito influentes na formação da filosofia e da prática de administração no ocidente. Mas, já ingressamos numa era em que o modelo de produção não é mais a realidade dominante e é chegada a hora de substituir partes do enfoque Taylorista por novas maneiras de pensar que levem em conta a natureza e interpessoal do trabalhador .

A história deixa claro que o processo pelo qual um novo paradigma substitui um paradigma existente é geralmente confuso, perturbador e atabalhoado. Uma mudança de paradigma leva tempo, provoca sofrimento, e eventualmente oferece benefícios superiores aos proporcionados pelo paradigma antigo; em caso contrário a substituição não chega a ocorrer.

Mas as mais modernas fábricas instaladas no país, mostra que o ponto de convergência entre elas não é a perfeição dos processos, a redução dos custos, os recordes de produtividade e a multiplicação da rentabilidade, embora esses sejam os objetivos que elas perseguem e muitas vezes acabam conseguindo. O que une estas fábricas é o fato de cada uma estar à frente do tempo ao seu modo de ser, trazendo assim, muitas oportunidades e riscos em seus projetos.

Nas décadas de 70 e 80, disseminou-se à crença de que a produção em massa poderia ser concentrada nas chamadas fábricas "escuras", que seriam ambientes povoados por robôs e máquinas e que dispensariam a presença humana. Os resultados seriam positivos, pois a produtividade bateria recordes e a qualidade estaria assegurada, não haveria perigo de acidentes por desatenção ou cansaço, os gestores não precisariam mais ouvir desculpas, pelos atrasos e reclamações e por melhores condições de trabalho e salário. A implantação desse novo sistema não trouxe bons resultados para a Volkswagen, pois, se descobriu o óbvio: "robôs não