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Cólera

Trabalho por Priscilla Marcela Poli de Andrade, estudante de Farmácia @ , Em 22/04/2003

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Cólera

Definição: É uma doença causada por uma bactéria Gram – negativa em forma de vírgula, chamada Víbrio cholerae , que atinge o intestino causando diarréia.É uma doença transmissível e depende do organismo humano para se reproduzir.

Causa: A diarréia aquosa grave da cólera é causada pela liberação de uma endotoxina secretada pelo Vibrio cholerae sorotipo 01.

Sintomas: Os sintomas mais comuns são a diarréia, que se assemelha a qualquer outra diarréia, podendo, no entanto se apresentar de forma grave com desidratação. Podem ser abservadas câimbras musculares, cólicas intestinais e queda de temperatura. Em geral não há febre, mas quando diagnosticada é baixa.

Se não tratada podem surgir complicações: Colapso cardíaco, insuficiência renal aguda e hipotensão.

Prevenção: Beber água tratada; lavar bem os alimentos crus, mas preferir os cozidos; lavar as mãos com água e sabão; tomar leite sempre fervido ou compra-lo pré-fervido; lavar a caixa d’água pelo menos de 6 em 6 meses.

Transmissão: Pela ingestão de água contaminada por fezes ou vômitos do doente à portadores assintomáticos. É encontrada em lugares com condições de saneamento desfavorável, tais como: rios, mares que recebem esgoto sem tratamento. As pessoas podem se contaminar ingerindo esta água ou comendo verduras que foram irrigadas com elas. Animais que tomam, ou vivem nesta água também poderão estar contaminados. A falta de higiene pessoal favorece o aparecimento de diarréias.

Diagnóstico: O Vibrio cholerae deve ser isolado nas fezes do paciente, seguindo-se a determinação de seu soro e a produção da toxina colérica. A produção da toxina colérica é feita através de sondas moleculares ou PCR (polimerase chain reaction).

As amostras feitas para a detecção do víbrio devem ser estocadas à 10° C e analisadas rapidamente (apresentam uma temperatura de manutenção de 15 a 18° C). É feitos um enriquecimento em caldo, na água com pH básico para que o víbrio possa se desenvolver antes das demais bactérias presentes nas fezes.

É feito o isolamento diretamente do material fecal ou a partir do tubo de enriquecimento. Coletar a superfície do meio e estriar em placa de ágar tiossulfato citrato bile sacarose e incubar. Neste meio as colônias se apresentam com coloração amarela, a qual indica a fermentação de sacarose. Colônias típicas serão inoculadas em meios de triagem KIA – a glicose fica positiva, gás negativo, ácido sulfídrico negativo, lactose negativa e indol positiva – e em triagem LIA – a lisina fica positiva, ácido sulfídrico negativo e o meio apresentará motilidade; e em ágar nutritivo para provas posteriores.

O que acontece no organismo: Após a passagem do Vibrio cholerea pelo estômago, resistindo a sua acidez, o vibrião adere-se às células epiteliais do intestino delgado, cujo meio alcalino irá favorecer a sua proliferação, logo após ocorrendo à liberação de enterotoxina, que atuará sobre as células da mucosa intestinal, provocando a ruptura do equilíbrio fisiológico do epitélio, fazendo com que ocorra a secreção de grande quantidade de líquido isotônico.

A enterotoxina responsável pelos sintomas da cólera é constituída por duas unidades, cada uma com a sua função específica. A unidade B serve como ligante (liga a toxina ao receptor gangliosódeo). A unidade A apresenta funções enzimáticas específicas no interior das células.

A unidade A entra na célula via endossomo e é quebrada por ação proteolítica em duas subunidades A1, possui atividade tóxica, ela ativará a adenilatociclase e transformará o ATP em AMPc e A2. Quando a concentração de AMPc intracelular aumentar a excreção de bicarbonato de sódio, potássio, cloro e água também aumentará e com isso ocorrerá uma diminuição de cloreto de sódio pelas células do intestino. A presença de eletrólitos no lúmen do intestino resulta num gradiente osmótico transepitelial