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A Indústria do Cinema no Brasil e a Vida de Mazzaropi

Trabalho por Aparecida Martins, estudante de Cinema @ , Em 22/04/2003

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O Cinema no Brasil


1 – Tentativa de Implantação de Industria Cinematográfica no Brasil

O cinema brasileiro é marcado pelo declínio, pelo sucesso, pelo deslumbre capitalístico e pela falta de recursos. Contrastes que fazem do mesmo cinema um grande processo de estudo já que as histórias existentes entre as produtoras são inúmeras e de grande valor para a construção social do indivíduo brasileiro.

Entre as inúmeras produtoras, destaca-se a Atlântida no Rio de Janeiro, fundada em 18/09/1941 com o objetivo de promover o desenvolvimento do cinema brasileiro a partir da união entre o cinema popular e o nível artístico. Porém sua trajetória iníciou-se com as produções de cinejornais e o seu declínio pelas produções das chanchadas brasileiras. Outros focam a Companhia Cinematográfica Vera Cruz em São Paulo, fundada em 03/11/1949 resultante de uma grande empreitada do cinema brasileiro reunindo afortunados da elite paulistana que desejavam implantar uma produtora para a elite contendo um padrão totalmente hollywoodiano, mas que fracassou devido ao altíssimo investimento na própria produção e que pecou no investimento de distribuição. A Maristela que foi uma pequena produtora fundada em 1950, também em São Paulo, provavelmente uma seqüência do boom praticado pela Vera Cruz. E por último temos a PAM – Produções Amacio Mazzaropi- uma pequeníssima produtora em relação às outras três primeiras, que deteve de poucos recursos nas produções. Nascida dos traços regionais de Amacio Mazzaropi, a PAM devido a evidencias só não teve continuidade devido à morte de seu maior acionista, o Mazzaropi.

Cada uma destas produtoras teve suas distintas características de atuação sobre as produções. Uma valorizava os filmes de receita extensa; outros documentários e filmes populares e, ainda, outra se dedicou a filmes baratos, regionais e originais.

Dentro do contexto social as produções foram abusadas e inteligentes, já que iniciaram suas atividades junto com a II Guerra Mundial, sendo que a mesma não contribuiu negativamente, mas sim criativamente, pois deu idéias de produções que satirizavam ou contavam histórias da visão brasileira sobre o acontecimento.

1.1 - Rio de Janeiro e a Atlântida

Até os primeiros anos da década de 1940 o cinema brasileiro era constituído por produções cinematográficas pequenas. A infra-estrutura até então era regional e pequena para a produção de grandes filmes.

A partir de 1943 este quadro mudaria pois dois anos antes, em 18/09/1941 era inaugurada a Atlântida Cinematográfica. Sua trajetória, liderada de início, pelos fundadores Moacir Fenelon e José Carlos Burle seria marcada pelo objetivo de promover o desenvolvimento industrial do cinema brasileiro, o que proporcionaria a mudança do quadro cinematográfico no Brasil.

Os contribuidores adicionados por cinema e que trabalhavam na Atlântida como Alinor Azevedo, Edgar Brasil e Arnaldo Farias fizeram da produtora a mais importância da época em relação à produção cinematográfica.

Com o início de suas atividades o que predominava eram os cinejornais. Após essa experiência a Atlântida dedicara-se a documentários-reportagens que retratavam o cotidiano da sociedade carioca.

Seus primeiros filmes ficcionais iniciaram em 1943 tendo temas brasileiros com nível artístico e com um relativo cuidado em relação às faturas dos trabalhos produzidos. Tendo artistas de nome como, Grande Otelo, Oscarito, Mesquitinha, Ankito, Zezé Trindade, Dercy Gonçalves entre outros, a Atlântida consolidou-se a maior produtora de filmes no Brasil no período de 1943 a 1947 tendo produzido 12 filmes, entre eles Gente Honesta e Tristezas não pagam dívidas.

Com a direção assumida em 1945, por Watson Macedo, em pleno início da II Guerra Mundial, a produtora dedicou-se a produção de novos filmes com uma temática de paródias, comédias que dariam início ao que seria a produção de maior importância para a própria produtora, as chanchadas. Estas últimas não teriam uma