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DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Trabalho por SILVIA GODOY, estudante de Psicologia @ , Em 22/04/2003

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Dependência Química


INTRODUÇÃO

Todo mundo já tem uma idéia do significado da palavra "droga". Em linguagem comum, de todo o dia ("Ah, mas que droga!" ou "logo agora, droga!..." ou ainda, "esta droga não vale nada!") droga tem um significado de coisa ruim, sem qualidade. Já em linguagem médica, droga é quase sinônimo de medicamento. Dá até para pensar porque uma palavra designada para apontar uma coisa boa (medicamento, afinal este serve para curar doenças), na boca do povo tem um significado tão diferente.

O termo "droga" teve origem na palavra "droog" (holandês antigo) que significa "folha seca"; isto porque antigamente quase todos os medicamentos eram feitos à base de vegetais. Atualmente, a medicina define "droga" como sendo qualquer substância que é capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento. Por exemplo, uma substância ingerida contrai os vasos sangüíneos (modifica a função) e a pessoa passa a ter um aumento de pressão arterial (mudança na fisiologia).

A dependência química não é uma doença aguda. Trata-se de um distúrbio crônico e recorrente. E essa recorrência é tão contundente que raramente ocorre abstinência pelo resto da vida depois de uma única tentativa de tratamento. As recaídas da drogadicção são a norma. Portanto, a adicção deve ser abordada mais como uma doença crônica, como se fosse diabetes ou hipertensão arterial.

O presente trabalho tem por objetivo apresentar o tema "Dependência Química", abordando no primeiro capítulo a dependência química, física e psicológica, os requisitos básicos da dependência, dados epidemiológicos, sintomas e fases da dependência química, entre outros assuntos. A seguir, no Capítulo II, serão abordadas a adicção, a drogadicção e o drogadicto, bem como a abstinência e dependência, a drogadicção e seus aspectos social, psicológico e cerebral. Por fim, o Capítulo III discorrerá sobre a droga, a família e a escola, apresentando a droga como uma doença familiar, além de discorrer sobre como falar aos jovens sobre drogas e como saber se um jovem usa drogas.

 

CAPÍTULO I

DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Dependência química é a dependência de qualquer substância psicoativa, ou seja, qualquer droga que altere o comportamento e que possa causar dependência (álcool, maconha, cocaína, crack, medicamentos para emagrecer à base de anfetaminas, calmantes indutores de dependência ou "faixa preta" etc.). A dependência se caracteriza pelo indivíduo sentir que a droga é tão necessária em sua vida quanto alimento, água, repouso, segurança...

Com relação à palavra "química", esta se refere ao fato de que o que provoca a dependência é uma substância química. O álcool, embora a maioria das pessoas o separe das drogas ilegais, é uma droga tão ou mais poderosa em causar dependência em pessoas predispostas quanto qualquer outra droga, ilegal ou não.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece as dependências químicas como doenças. Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa, que lhe seja prejudicial. Por definição, como o diabete ou a pressão alta, a doença da dependência não é culpa do dependente; o paciente somente pode ser responsabilizado por não querer o tratamento, se for o caso. Exatamente da mesma maneira que poderíamos cobrar o diabético ou o cardíaco de não querer tomar os medicamentos prescritos ou seguir a dieta necessária. Dependência química não é simplesmente "falta de vergonha na cara" ou um problema moral.

As dependências químicas não têm uma causa única, mas sim, são o produto de vários fatores que atuam ao mesmo tempo, sendo que, às vezes, uns são mais predominantes naquele paciente específico que outras. No entanto, sempre há mais de uma causa.