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Reflexão sobre a AIDS : Duas História...Dois Caminhos

Trabalho por Anderjon De Carvalho Batista, estudante de Medicina @ , Em 13/11/2009

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Duas historias... Dois caminhos
Colégio Estadual Cesari Casali
2009

 

 

 

Em uma bela manhã, Paulo foi à farmácia comprar remédios para o tratamento contra o virus da AIDS. Logo adiante, numa praça, se deparou com algo que lhe comoveu bastante. Um jovem, sentado em um banquinho, chorava muito. Paulo diante da situação do jovem resolve se aproximar para conversar com ele...

-Boa tarde, disse Paulo.

-Ainda chorando o rapaz levanta os olhos para ver quem estava falando com ele.

-Como se chama?

O jovem ao perceber que aquele tranqüilo rapaz que se aproximara estava com um olhar muito preocupado resolve retribuir o contato...

Carlos, e você?

Paulo.

Desculpe a curiosidade, mas porque está chorando?

Acabei de sair do consultório médico e ele me deu a terrível notícia de que sou soropositivo.

Vou perder meus amigos e tenho certeza que meu casamento vai por água abaixo!

Não se desespere assim Carlos, me deixa te contar algo...

HUM!

Dois amigos gostavam muito de ir às baladas nos finais de semana. Em uma dessas baladas ele conheceu uma atraente mulher e após muita conversa, foram para casa dela. Naquela noite eles tiveram relações sexuais com ela sem algum preservativo.

Depois de um tempo eles descobriram que eram soropositivos, e acreditavam seguramente que tinham contraído o vírus daquela moça que eles tinham ficado.

Um deles resolveu se cuidar, era acompanhado por psicólogos, médicos e ate mesmo participava de movimentos de luta conta a AIDS. Ele seguiu uma vida normal, concluiu a faculdade e logo após conseguiu um importante emprego em uma grande empresa. Ser soropositivo não foi obstáculo para que ele crescesse na vida profissional, nem interferiu em sua vida social.

Continue.

Ele conheceu uma mulher e lhe contou que era soropositivo e por mais incrível que pareça ela reagiu normalmente dizendo que não tinha preconceito e aquilo não iria impedir eles de constituírem uma família.

Eles se casaram e tiveram uma filha.

Filha? Como? Ela contraiu a doença também foi?

Não, ela engravidou através de uma inseminação artificial.

Inseminação... O que?

Artificial.

Como é feito isso?

É coletado o sêmen do homem, logo após os médicos fecundam o óvulo da mulher com um espermatozóide desse sêmen, e o óvulo fecundado é depositado diretamente no útero da mulher.

Mas eles não transavam mais?

Sim, eles mantinham relações sexuais normais, mas sempre bem prevenidos; usavam sempre preservativos e principalmente, guardava os ANTI-RETROVIRAIS.

Você sabe qual a função desses remédios?

Sim, quando um casal está tendo relações e a camisinha estoura. Eles devem

procurar primeiro um medico no prazo de 72hora para não contrair o vírus.

É... Isso mesmo

Hoje eles convivem muito bem, sempre se prevenindo e consultando um medico.

Mas... E... o outro?

Essa é a parte triste. Ele não se cuidava, não consultava um medico e ficava sempre doente.

Seu amigo sempre conversava com ele incentivando-o a procurar um médico um psicólogo e ele sempre diziam “que médico... eu sou meu médico”. Até que um dia ele sentiu-se mau novamente e foi encaminhado ao hospital; já era tarde de mais. O corpo dele já não mais conseguiu resistir, estava muito fraco, ele morreu.

Nesse momento Paulo começou a chorar... Aquela recordação lhe trouxe tristeza...

Mas... Porque você está chorando?

Por que eu perdi um grande amigo, ele não quis me escutar...assim como eu estou vencendo essa batalha ele também iria conseguir...

E que você nunca desista de lutar também, pois, a vida é um dom supremo.

Ao falar isso Paulo se levantou do banquinho, de um forte abraço em Carlos e saiu caminhando...

Carlos foi pra