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Método BH

Trabalho por Janaina, estudante de Serviço Social @ , Em 06/11/2009

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Método BH
FVG
2007

 

 

 

Introdução

A intenção de ruptura com o Serviço Social tradicional, teve como marco principal a Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais, responsável pela formulação do Método Belo Horizonte, mais conhecido como BH. É neste espaço que a perspectiva renovadora da profissão se destacou originalmente no Brasil. Foi, portanto, na década de 1980, segundo, Netto (1996), que se consolidou no plano ídeo-político a ruptura com o histórico conservador do Serviço Social. Entenda-se, contudo, que “[...] essa ruptura não significa que o conservadorismo fora superado no interior da categoria profissional [...]”. Esse movimento propiciou, contudo, posicionamentos ideológicos e políticos que continham uma natureza crítica e/ou contestadora em relação à ordem burguesa, conquistando, assim, legitimidade para se expressarem abertamente. A significação dessa conquista não pode ser negada numa categoria profissional em que a doutrina católica imprimiu, originariamente, uma refinada e duradoura intolerância. Surgiu, então, no interior da categoria profissional, um segmento diretamente vinculado à pesquisa e à produção de conhecimentos, constituindo-se uma intelectualidade no Serviço Social do Brasil. E, nesse mercado, toda produção foi influenciada pela linha marxista, nas suas mais diversas vertentes.

 

O Método Belo Horizonte

Montado e experimentado pela equipe de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais, procura significar uma ruptura com os métodos positivista inspiradores do serviço Social tradicional e propõe uma intervenção profissional com bases epistemológicas na Lógica Dialética.

Adotando uma concepção histórica e crítica a sociedade, o método pretende ser “um conjunto de procedimentos interligados e interdependentes que fundamentados em uma teoria científica de análise da realidade, permitirá orientar as investigações e experimentações profissionais” (UCMG, 1976:115).

Ele se caracteriza por um processo de aproximações sucessivas da realidade, realimentado teoricamente por movimentos contínuos da análise e síntese, composição e fusão, indução e dedução.

Suas instâncias metodológicas se inter-relacionam de tal forma que um determinado momento contém os anteriores e, ao mesmo tempo transcende-os, formando uma unidade global, em função do objeto e do objetivo da ação profissional. A participação é uma constante em todo o processo, constituindo-se em elemento fundamental à consecução dos objetivos e na expressão da crítica e transformação do universo em que estão inseridos os agentes sociais.

Segundo o método, qualquer prática profissional implica um mínimo de referências teórico - práticas que possibilitem, de um lado, uma análise global da realidade abrangendo elementos básicos determinantes da estrutura social, tais como ralações e forças de produção, classes sociais e estruturas de poder, valores, interesses, aspirações e níveis de consciência; de outro lado referências que permitam compreender e analisar a realidade do trabalho específico, relacionando-a com estrutura social mais ampla. No caso da realidade brasileira, a teoria da dependência deveria constituir um dos subsídios básicos do marco referencial, de modo a garantir um enfoque globalizador e a abordagem das condições históricas particulares.

Na definição do objeto do trabalho social, o método leva em conta a historicidade de toda a prática social, o desenvolvimento dependente, no Brasil, as relações entre as diversas classes e a relação entre o objeto mesmo, e os objetivos profissionais. A transformação da sociedade e a realização do homem se apresentam como meta final de todo trabalho social, enquanto a conscientização, organização e capacitação surgem como objetivos-meio.

O referido método compreende a três partes:

1ª PARTE – Esta primeira parte refere ao T1 e é constituída tanto pelos fundamentos e pressupostos teóricos básicos de um trabalho profissional como pelas referencias essenciais de uma prática específica.

2ªPARTE – A segunda parte é constituída pela síntese da experiência de Itabira. Tal experiência , efetivada numa realidade especifica, foi orientada pelos elementos teóricos anteriores, constituindo-se o P do ciclo geral do processo prático.

3ªPARTE – As revisões e reestruturação advindas do processo prático foram