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Resenha: Doze homens e uma sentença

Trabalho por Ana Rosemere Lovati, estudante de Psicologia @ , Em 01/08/2008

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Resenha: DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA


Favi
2007

 

 

Trata-se da história onde atendendo ao Juiz, os jurados trabalham em equipe para determinar se o réu é culpado ou inocente. A opinião de cada membro da equipe tem o mesmo peso na tomada de decisão. São doze homens de diferentes classes sociais, credos e raças. Cada um tem um tipo de personalidade, formando um mosaico do homem urbano da época. Há o tímido, o intelectual, o de origem humilde, o pragmático, o idoso, o desbocado, o que nada sabe. São homens comuns, que não conhecem uns aos outros, mas que estão ali para decidir se alguém tem o direito de continuar vivendo.

Assim, o grupo inicia seu movimento, em direção à execução da tarefa buscando uma solução harmoniosa para suas necessidades e objetivos.

Todos os jurados estão convencidos da culpa do acusado, exceto um. Alguns se escondem sob uma máscara de ressentimento (jurado n°3), um homem rude, com acentuado descontrole emocional e explicitas intenções vingativas. Outros de covardia e extremo preconceito (jurado n° 10) um homem racista, prejudicando sua capacidade de votar com isenção. O egoísmo e a indiferença (jurado n°7), indo com a maioria. Cabe ao jurado n°8, único que votou contra a execução, convencer os outros onze de que não há total clareza na tese da culpabilidade do réu.

O jurado nº 8 mantém-se calmo, equilibrado, paciente e com instinto indagador todo o tempo. Como mediador, é imprescindível conservar a frieza, responder num tom de voz moderado e, sobretudo, ouvir os opositores. O jurado nº 8 faz isso, valendo-se das informações de coleta sobre cada um dos outros 11 jurados para levá-los à reflexão. Pouco a pouco, confronta as idéias, evidencia os valores e desnuda os preconceitos de seus opositores, enquanto fortalece sua argumentação.

É importante salientar, que esse júri já está assistindo ao julgamento há três dias, e o ambiente onde terão que ficar até tomarem uma decisão unânime, é um local pequeno com uma mesa central, cadeiras nada confortáveis, sem ventilação adequada em um dia quente de verão, e um banheiro. A porta da sala fica fechada pelo lado de fora e quem possui a chave é um guarda, que se o grupo precisar de alguma coisa deve chamá-lo.

Segundo Castilho (1995), é de extrema importância à escolha do local para a realização de qualquer formação de grupo, pois o espaço e as dimensões físicas do ambiente são elementos importantes que o grupo usará ativamente. As péssimas condições da sala de júri contribuem para irritar os jurados e movê-los pelo caminho inicialmente mais simples. Todos esses fatores contribuíram muito para a irritação e agressividade do grupo e serviram como fator estressor.

Inicialmente o grupo se apresenta buscando a satisfação instantânea dos desejos de seus membros e dos seus próprios desejos, e estão orientados para dentro, no sentido das suas fantasias subjetivas, e não para fora. No momento que um integrante tem coragem de enfrentar o grupo e convidar a todos que despendam no mínimo uma hora para pensar na decisão que iriam tomar, começa a se formar subgrupo com opiniões diferentes. No momento em que são convidados a pensar no que realmente está acontecendo e isso envolve rever conceitos individuais, de respeitar a opinião do outro, de admitir não ser o dono da razão, traz então o sofrimento por mexer em coisas que pareciam estar resolvidas, mas não estavam. Só precisavam de algo que as "cutucassem". Diante disso as diversas personalidades começam a se manifestar, e o que parecia simples de decidir torna-se um imenso conflito.

A situação criada dentro do grupo encontra-se intensamente carregada de emoção, essas emoções exercem uma forte influência sobre os integrantes do grupo, muitas vezes até desorientando a atividade do grupo.

O filme mostra os