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Projeto Comunitário - Clube de Mães

Trabalho por Carlos Ademir Hoeckel, estudante de Pedagogia @ , Em 18/01/2008

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Projeto Comunitário - Clube de Mães

UNIJUÍ - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
2007

PROJETO CLUBE DE MÃES


RESUMO

Santa Rosa é considerada o berço nacional da soja, e efetivamente é esta a principal atividade econômica do município. O cultivo de milho e trigo também são culturas relevantes, bem como a criação suína, mas é a soja a mola-propulsora da economia local.

Porém, nos últimos anos, tem-se percebido um grande declínio no que se refere ao retorno financeiro dessas atividades ao produtor rural, o que faz com que se busque formas alternativas de renda. Neste intuito, propôs-se desenvolver um projeto de panificação familiar com o Clube de Mães Santa Teresa, de Lajeado Manchinha, localidade situada no interior deste município.

Além da produção de pães, cucas e assemelhados, a referida panificadora dedicou-se a aproveitar em maior escala o leite, obtendo, a partir dos seus derivados, uma fonte de renda extra para as famílias locais ao mesmo tempo em que incentiva uma maior diversificação rural através da bovinocultura leiteira.

Palavras-chave: Retorno financeiro - panificação familiar - leite.

INTRODUÇÃO

Em nossa região, especificamente em relação à soja, no que se refere à rentabilidade financeira, este cultivo já teve o seu apogeu e hoje encontra-se em franca decadência. O crescimento da produção e aumento da sua capacidade competitiva com outros mercados sempre esteve associada aos avanços científicos e à disponibilização de novas tecnologias direcionadas a este setor.

A partir da década de 1960, a pesquisa com a cultura da soja no Brasil concentrava-se principalmente na região Sul do País, atuando, preferencialmente, na adaptação de tecnologias introduzidas dos Estados Unidos. E foi também no Rio Grande do Sul, uma década mais tarde, que a referida cultura encontrou condições para se estabelecer e expandir de forma intensa, no que se mostrou fundamental a boa adaptação que as cultivares introduzidas dos EUA tiveram em relação às condições climáticas de nossa região.

Assim, o rápido desenvolvimento do cultivo de soja no País fez surgir um novo e agressivo setor produtivo, o qual se tornou a base econômica da grande maioria dos agricultores locais. É importante destacar ainda que, nos últimos anos, o Brasil vem empreendendo grande esforço para melhorar sua competitividade internacional e aumentar a produtividade do cultivo da soja, o que causou um crescimento da produção nacional na ordem de 10% ao ano, segundo dados fornecidos pela Agromil (2006, s.p.).

A explícita riqueza natural do Brasil, pela elevada disponibilidade de terras férteis, água e condições climáticas adequadas (salvo intempéries) também contribuíram para o aumento da produção desta oleaginosa. Todavia, também quanto ao seu cultivo, impera a lei da oferta e da procura: quanto mais soja se produz, menor será o valor pago ao produtor rural.

De modo paralelo, as estiagens afetam diretamente o agricultor que, por vezes, perde a totalidade de sua produção devido à falta de água em fases importantes do desenvolvimento da planta. Não raro também ocorre o contrário: o excesso de chuvas em períodos críticos do vegetal pode fazer sucumbir o trabalho de um ano inteiro.

E o anteriormente referido, isto é, o que foi dito em relação à soja, pode ser perfeitamente estendido aos outros cultivos: tanto o trigo quanto o milho vêm se mostrando culturas arriscadas e de retorno duvidoso, principalmente devido às intensas mudanças climáticas verificadas nos últimos tempos.

Além da agricultura, a criação suína e bovina já não se mostram tão rentáveis ao agropecuarista local, pois os investimentos são altos e o preço pago pelo litro de leite ou pelo Kg do animal abatido quase não compensam os custos da sua produção.

Vindo a piorar ainda mais este quadro, as já referidas estiagens e/ou chuvas excessivas contribuem substancialmente no sentido de agravar a situação do agropecuarista, afetando