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O Processo - Franz Kafka - Resumo do Livro

Trabalho por Patrick Oliveira da Silva, estudante de Comunicação @ , Em 22/04/2003

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O Processo - Franz Kafta


Franz Kafka, em seu livro, "O Processo", narrou a história de um bancário, Joseph K., que, ao acordar, é preso por policiais sem motivos declarados: a denúncia que alguém deverá ter feito contra Joseph K. leva-o a ser detido.

Não se sabe o que fizera, por que ou por quem teria sido denunciado. Os guardas são formais e grosseiros. Riem de sua exigência de que se identifiquem e nomeiem a autoridade a que servem. E se enfadam com o pedido de que declarem o teor da acusação. Não foram incumbidos de dizê-lo. São pagos apenas para que procurem e/ou vigiem aqueles que o tribunal aponte. Mas não perdem tempo. Enquanto Joseph K. troca a roupa de dormir, insinuam subornos e, sem cerimônia, tomam seu café.

Funcionário de um grande banco onde exercia a função de Procurador, Joseph K. mantém um tom de superioridade no trato com os subalternos, entre os quais, por certo, inclui os grosseirões dos guardas. Quando estes pois o convocam para ser interrogado pelo inspetor, no quarto ao lado, K. acredita que tudo logo se esclarecerá. O inspetor não poderia deixar de ser alguém mais próximo de sua posição na sociedade. Engana-se. O inspetor não é menos formal ou menos grosseiro que os inferiores. Tampouco sabe mais do que eles a causa da detenção. A sua é uma lógica igualmente policial; insinua ameaças, finge conselhos, preserva a rígida hierarquia - não, não faz parte dos hábitos que os interrogados se sentem (conforme P.46). K., cidadão consciente de seus direitos e deveres, insiste inutilmente em esclarecimentos sobre o motivo pelo qual estaria sendo levado a julgamento. O inspetor explica a razão de os três colegas do Banco haverem sido trazidos como testemunhas: ali estavam, diz ele, para que tornassem despercebida a chegada de Joseph K. ao Banco (P.50).

Encerra-se o primeiro capítulo e Joseph K. supõe que o acidente não afetara a normalidade do dia-a-dia. Tratar-se-ia de uma destas situações intrigantes, inexplicáveis, cuja repercussão entretanto esmaece e aos poucos se converte em tema para descuidada conversa.

Mas, no Banco, pelo telefone lhe informam que a primeira audiência de seu processo está marcada para o próximo domingo.No recinto do tribunal, Joseph K. permanece convicto de sua distinção social. Nada parece desmentí-lo. O bairro popular que é obrigado a atravessar, o estado do imóvel em que afinal a corte se reúne, a própria solicitude dos que respondem a seus pedidos de informação, os trajes e o aspecto dos que encontram reunidos na sala do tribunal parecem confirmar-lhe sua superioridade. É com firmeza que responde ao juiz e é com satisfação íntima que acolhe os aplausos da assembléia. Convencido de que uma parte dos presentes o apóia, torna-se mais ousado e acusa o tribunal de fazer parte de uma organização poderosa, corrupta e arbitrária. Mas a ocasião se lhe apresenta de perceber o engano quanto ao significado dos aplausos: toda a assembléia porta o mesmo distintivo que o juiz. São todos funcionários.

Convicto de sua boa posição na sociedade, ciente de estar respaldado pelos direitos da cidadania Joseph K. fora arrastado a representar uma excitante "peça teatral". Os aplausos que o envaideceram não indicavam concordância mas, surpresa e divertimento. Mas K. permanece sem atinar com o risco que corre.

Tampouco sua convicção será ameaçada ao verificar, no outro domingo, a natureza dos livros que compulsa o juiz: em vez de códigos, livros obscenos e desenhos pornográficos. O passeio que Joseph K. empreende pelo interior do tribunal faz-lhe ver que suas dependências se confundem e se misturam com as residências mais modestas de seus serviçais.As ramificações do aparato da justiça, o reconhecimento de que era grave o processo e de que a trama se