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ALFABETIZAÇÃO E A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCRITA

Trabalho por LAURA BARROS, estudante de Pedagogia @ , Em 24/04/2007

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ALFABETIZAÇÃO E A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCRITA

UNESP
2007

 

INTRODUÇÃO

1.PROBLEMA E SUA IMPORTÂNCIA

Esta monografia decorreu da percepção da autora, enquanto integrante do processo de ensino na alfabetização de crianças, jovens e adultos, da grande dificuldade que encontram ao serem alfabetizados por meio de métodos provavelmente já ultrapassados.

Em decorrência disso, passam para séries subseqüentes sem domínio da leitura e da escrita e mesmo aqueles que conseguem completar os oito anos do ensino fundamental, acabam dispondo de menos conhecimento do que se espera de quem concluiu a escolaridade obrigatória.

Infelizmente, na maioria das vezes tal aprendizagem não facilita sua inserção e atuação na sociedade e no mercado de trabalho.

Partindo do pressuposto que a aprendizagem da língua escrita é um dos elementos importantes para que os indivíduos possam ampliar suas possibilidades de inserção no mundo social e de participar nas diversas práticas sociais da leitura e da escrita considera-se que o trabalho com linguagem escrita é imprescindível para a formação do sujeito, para a interação com o outro, na construção e ampliação de conhecimentos e no desenvolvimento cognitivo.

Portanto é de grande relevância no trabalho pedagógico considerar que existem diversas formas de intervenção de que podemos fazer uso para que o aluno possa avançar.

E que é possível realizar a tão árdua tarefa de alfabetizar dentro de uma proposta interacionista, em que o aluno é sujeito do processo de aprendizagem e o professor e o sujeito do processo de ensino e faz uso da linguagem escrita de forma íntegra e eficiente.

O grande desafio dos professores é descobrir que os sujeitos estão sempre em construção e que cada momento é único, portanto deve-se investir para que possam continuar aprendendo.

Para isso, é necessário compreender o processo da construção do sistema, conhecer as hipóteses que a criança têm sobre a escrita e como constrói seu próprio conhecimento para que possamos auxiliá-la á superar essa deficiência que se encontra no processo de alfabetização.

Ferreiro (1988, p. 9) destaca que:"tradicionalmente a alfabetização inicial é considerada em função da relação entre o método utilizado e o estado de maturidade ou de prontidão da criança. Os dois pólos de processo de aprendizagem (quem ensina e quem aprende) têm sido caracterizados sem que se leve em conta o terceiro elemento da relação: a natureza do objeto de conhecimento envolvendo esta aprendizagem".

Assim, é importante percebermos que a alfabetização refere-se a um processo sobre a compreensão e o raciocínio, a um comportamento investigativo baseado numa concepção interacionista e social da linguagem e que considera a criança como um sujeito inteligente, reflexivo e produtor.

Infelizmente, tal concepção não está presente na teoria empirista, que ao utilizar a cartilha, segundo Ferreiro (2001) a grande vilã, trabalha com uma concepção de língua escrita como transcrição da fala: elas supõem a escrita como espelho da língua que se fala.

Seus “textos” são construídos com a função de tornar clara (segundo o que elas supõem) essa relação de transcrição e não de construção. De um modo geral, são palavras-chaves e famílias silábicas, usadas exaustivamente.

Como alfabetizar crianças através de cartilhas, onde ainda se encontram “textos” que na verdade, são apenas um agregado de frases desconectadas e que vê a língua como pura fonologia? Como evitar que a deficiência neste processo interfira na formação profissionalizante dos alunos? Será que os principais responsáveis são os professores não capacitados que transmitem ensino de má qualidade? Ou, existem outros fatores que acentuam essas dificuldades de aprendizagem? Será que não se deve um sistema mais amplo e complexo do sistema educacional?

A procura de respostas para tais perguntas é um processo longo e abrangente, entretanto, o primeiro passo para isso seria os professores reconhecerem a necessidade de se fazer diagnóstico dos níveis que os alunos