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PAPEL DO PROFESSOR NO ENSINO DOS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E BÁSICOS DE SUA DISCIPLINA; CONTRIBUIÇÃO NA FORMAÇÃO DE PESSOAS; MUDANÇA DE MUNDO E PLANEJANDO BOAS AULAS.

Trabalho por EDUARD ALOIS BALDI MAGALHAES, estudante de Pedagogia @ , Em 18/12/2006

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PAPEL DO PROFESSOR NO ENSINO DOS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E BÁSICOS DE SUA DISCIPLINA; CONTRIBUIÇÃO NA FORMAÇÃO DE PESSOAS; MUDANÇA DE MUNDO E PLANEJANDO BOAS AULAS

LINHARES

2006


ENSINO DOS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E BÁSICOS DE SUA DISCIPLINA

Assim como a cultura, educação é necessária para que o ser humano possa sobreviver. Para que não precise inventar tudo de novo, é necessário apropriar-se da cultura, do que a humanidade já produziu. Isso era importante em tempos atávicos e hoje, na sociedade do conhecimento, é ainda mais decisivo.

O educador precisa saber, contudo, que é difícil para o aluno perceber essa relação entre o que ele está aprendendo e essa herança da humanidade. O educando que não perceber essa relação não verá sentido naquilo que está aprendendo e, portanto, não aprenderá e fará resistência à aprendizagem, tornando-se indiferente ao que o professor estiver ensinando. Só aprende quando quer aprender e só quer aprender quando a aprendizagem tem algum sentido prático. Às vezes, a maior prova de inteligência é a recusa em aprender. Segundo Moacir Gadotti (2003, p.28):

"Precisamos aprender "com". Aprendemos "com" porque precisamos do outro, fazemo-nos na relação com o outro, mediados pelo mundo, pela realidade em que vivemos".

O ato de "apreendermos" está ligado à necessidade que temos, por isso há que ter sentido naquilo que se está ensinando. O que aprendemos tem que "significar" algo para nós. Alguma coisa ou pessoa tem significado quando ela deixa de ser indiferente. Esquecemos o que aprendemos sem sentido, o que não pode ser usado. Segundo Rubem Alves (2002, p.3):

"O corpo aprende para viver. É isso que dá sentido ao conhecimento. O que se aprende são ferramentas, possibilidades de poder. O corpo não aprende por aprender. Aprender por aprender é estupidez".

Todo ser vivo aprende interagindo de acordo com o contexto. Quem dá significado ao que aprendemos é o contexto. Para o professor ensinar ele precisa dominar, além do texto, o contexto, além de um conteúdo, o significado do conteúdo que é dado pelo contexto social, político, econômico e histórico do que ensina.

O educador precisa ter clareza do que é aprender, do que é "aprender a aprender", para entender melhor o ato do ensino-aprendizagem.

Ao educador, não basta saber como se constrói o conhecimento. Precisa dominar outros saberes da nossa tarefa de ensinar.

Aprender não é acumular conhecimentos. O importante é aprender a pensar, aprender a aprender.

É o indivíduo que aprende através da sua experiência. Não é um coletivo que aprende. Mas é no coletivo que se aprende. Eu dialogo com a realidade, com autores, com meus pares, com a diferença. Meu texto, este texto que estou escrevendo agora, por exemplo, é resultado de um diálogo: diálogo com o contexto, com os autores que li e com o que vi e realizei no correr do tempo.

Aprende-se quando se tem um projeto de vida. Aprendemos a vida toda. É preciso tempo para aprender e para sedimentar informações. Não dá para aplicar dados e informações na cabeça de ninguém. Exige-se também disciplina e dedicação. Como diz Paulo Freire (1997, p.25): "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".

Aprendemos quando colocamos emoção no que aprendemos. Por isso é necessário ensinar com afeto e carinho. Nossas escolas continuam preocupadas em ensinar e não param para pensar o que é ensinar, como se aprende, porque se aprende. "Dar aulas" tem-se constituído na única preocupação da escola. Tudo se resume na "aula". Precisamos parar para pensar a escola, pensar no que estamos fazendo.

Há muitos professores