Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Compartilhe

Tag Cloud

Análise do Manicômio Judiciário de Franco da Rocha - HCTP I

Trabalho por Idelmar de Lima Pereira, estudante de Psicologia @ , Em 04/12/2006

5

Tamanho da fonte: a- A+

INSTITUIÇÕES PSIQUIATRIA


Introdução

O presente trabalho tem como objetivo conhecer instituições que promovam a saúde mental, bem como verificar o papel desempenhado pelo psicólogo junto a equipe interdisciplinar e, a partir disso, desenvolver um esboço analítico da instituição investigada.

A metodologia utilizada para tal conhecimento foi procurar, a partir de uma visita organizada a uma instituição de saúde mental judiciária, coleta de dados para a base de uma análise crítica de seu funcionamento, seus objetivos como instituição de promoção à saúde mental, assim como as atividades desenvolvidas pelos profissionais atuantes em seu interior.

A instituição modelo desse estudo foi o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Professor André Teixeira Lima, ou HCTP I, localizado na cidade de Franco da Rocha, SP. Os dados foram coletados na visita realizada em 10 de Novembro de 2006 sob coordenação do docente Psicólogo Cláudio José Cobianchi e acompanhamento da Psicóloga Sandra que trabalha na instituição há 6 anos.

Para tanto, abordamos como a loucura é vista a partir de sua determinação histórica na civilização, sua definição em termos de "doença" é algo recente na história da civilização ocidental. Em determinado momento histórico, a doença mental passou a existir como máscara da loucura. Para um melhor entendimento sobre a loucura na civilização serão descritos os principais momentos históricos que inclui a definição de loucura e os tratamentos utilizados desde a antiguidade até o momento em que os loucos passam a abarrotar os grandes hospitais, bem como o surgimento dos manicômios no Brasil e o movimento da Reforma Psiquiátrica no Brasil, que vem acontecendo de forma graduada no país e propõe um sistema de promoção à saúde mental com base na comunidade.

Determinação Histórica da Loucura: mutações

A loucura no mundo ocidental tem uma referência histórica, ligada ao mundo ocidental cristão, tem o cristianismo como doutrina. Enquanto em determinada época, o louco é aceito e valorizado, em outras é excluído e estigmatizado.

Para Foucault, o conceito de loucura não existiu sempre, mas começou a se estruturar a partir do momento em que se criou a razão e a não razão.

Na antiguidade a loucura tem uma interpretação mágica, existe uma grande tolerância: louco era considerado aquele que estava ligado ao divino. As crises, os grandes desvios eram tratados através de rituais religiosos.

Ao final da Idade Média, o homem europeu estabelece uma relação com a loucura, sendo que durante certo tempo, o mundo ocidental acolheu a experiência da loucura sem nenhum fundamento médico. Os leprosos eram banidos das cidades, encontravam-se envolvidos em círculo sagrado, levando muitas pessoas a serem objetos de degradação social, mas outros personagens ocuparam o espaço sagrado deixado pelos leprosos: os pobres, os vagabundos, e as "cabeças alienadas" (Foucault, 1968).

A partir do século XV, o louco e os pobres são considerados presságios do desagrado divino, suas experiências pessoais eram respeitadas, tidos como inocentes sendo comparados a crianças. Sua razão era diferente da razão comum, mas explicável pelo plano divino, existia uma diferença entre loucura e heresia.

O Renascimento traz como costume da época o confinamento dos considerados loucos em um navio que os levavam de uma cidade para outra, conhecido como a Naus dos Loucos que levavam sua bagagem insana de uma cidade para outra, sabedoria e loucura estavam muito próximas, e a linguagem das artes era a grande via de expressão dessa proximidade.

No decorrer do século XVI, a loucura passa a fixar-se em hospital. Na Europa, criam-se casas de internamento onde a loucura é retida, ainda nesse mesmo século, aprisiona-se a loucura na filosofia, se estruturando no interior