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Armas Quase Letais

Trabalho por Anônimo, estudante de Comunicação @ , Em 24/11/2006

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Armas Quase Letais


Em tempos modernos onde a informação é quase instantânea estar à frente dela pode significar muito quando se trata de uma guerra. Existe atualmente dentre jornalistas uma necessidade visível na antecipação de fatos e notícias. Não basta somente informar e sim fazê-lo antes dos outros.

A relação entre comunicação e guerra sempre foi evidente mesmo quando a comunicação era feita de forma primitiva. Essa relação ganhou amplitude com o desenvolvimento dos meios de comunicação em massa e artefatos desenvolvidos exclusivamente para uma guerra que posteriormente foram incorporados ao nosso dia-a-dia como, por exemplo, a Internet. A comunicação em massa foi iniciada com o advento do rádio, um meio de comunicação relativamente simples se comparado à abrangência que ele alcança. Em uma sociedade voltada apenas a palavras e não a imagens era mais "fácil" líderes aplicarem técnicas de persuasão que por sua vez eram aplicadas sem mesmo existir. Podemos dizer que a prática antecedeu a teoria neste caso. E tais técnicas de persuasão tomaram tal amplitude que hoje em dia é algo estritamente anexado ao contexto de jornalismo agindo de forma negativa no cotidiano até mundial.

Historicamente vimos grandes personalidades principalmente políticas usarem os meios de comunicação como armas psicológicas atuando no moral do adversário. É fato que um soldado que lê um folheto dizendo da rendição ou perda de alguma batalha pelo seu país, o mesmo ficará um tanto desmotivado. Isso foi muito usado pela Alemanha na segunda guerra e pelos Estados Unidos no Afeganistão. Mas não só informações ou palavras são usadas em uma guerra. A dita primeira guerra do mundo moderno foi a guerra do Golfo em 1990-1991, quando o mundo ficou perplexo diante de imagens que chocaram. Mísseis com câmeras acopladas que mostravam o trajeto até a colisão, câmeras em aviões mostrando bombardeios foram algumas das coisas vistas pelo mundo. Como a maioria dos ataques eram feitos à noite, acompanhamos imagens de construções sendo explodidas sem pensar que ali poderia estar uma família e não um armazém bélico. A novidade das imagens e o espanto diante de tanta tecnologia fizeram com que esquecêssemos do ser humano e nos preocupássemos apenas com o vídeo game de guerra mostrado ao vivo pela televisão.

Muitas pessoas que viveram na época áurea do rádio já relataram o choque em receber uma notícia bombástica via rádio. Imaginem recebê-la com imagem. Este impacto mudou a vida no mundo tornando-o mais frio e pouco preocupado com o sofrimento alheio.

Unido à persuasão ainda temos que conviver com a manipulação da opinião pública diante de uma guerra. Caso um país esteja em guerra, os líderes deste mesmo país querem além de vencer, ter uma imagem positiva dentre os eleitores e usam de artifícios pesados para que haja uma manipulação sutil, porém eficaz.

Com base em fatos até históricos vemos que mudanças teriam de ser feitas para que possamos vivenciar uma harmonia entre fato e informação. A comunicação ou veiculação de um fato não pode estar aliada ao interesse próprio. Não seremos imparciais, mas seremos justos frente ao fato. O jornalismo mundial não pode se vender a governos ou entidades por favores. A população tem que receber a notícia como ela é, e não como o veículo de comunicação quer que ela receba. A esperança é saber que teorias ou técnicas de comunicação são novas e por serem novas sofrerão mudanças, para que tenhamos uma imprensa desvinculada de qualquer governo ou interesse.


Referências bibliográficas:

FRANÇA, Junia. Lessa, et al. Manual para publicações técnico-científicas. 5ª ed. Belo Horizonte: UFMG, 2001.

http://bocc.ubi.pt/pag/azevedo-carlos-comunicacao-armas-guerra.html , pesquisa realizada no dia 18/09/2005 às 14:00.