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Resumo do Livro - O que faz o brasil, Brasil

Trabalho por Rodrigo Augusto Ferreira, estudante de Direito @ , Em 27/10/2006

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O que faz o brasil, Brasil?


INTRODUÇÃO

Da Matta, ao falar "o que faz o brasil, Brasil", esclarece a diferença entre brasil (escrito em letra minúscula) que nada mais é do que um tipo de madeira ou feitoria interessada em explorar uma terra qualquer, e o Brasil (escrito em maiúsculo) que designa um povo, uma nação, um conjunto de valores, escolhas e idéias de vida.

Ao longo do livro, "o que faz o brasil, Brasil?", Da Matta, um dos mais eminentes antropólogos brasileiros, não pretende definir a expressão "o que é o Brasil", mais nada além do que é formada sua identidade.

Ao fazer uma abordagem etimológica, questiona o "dilema brasileiro". Pergunta-se: que dilema é esse? Nada mais é, o dilema de uma sociedade raizada na tradicionalidade em que se encontra, nas beiras de sua volta, confirmando assim a totalização de tendências formais e individualistas do sistema do capitalismo moderno. Seja pequeno gesto, palavras, hábitos, que nos apresenta de forma inocente que passam despercebidos, e defrontamos também, com aqueles de dimensões avantajadas, como o carnaval, o dia da "pátria" e as procissões, estes acontecimentos, desde os pequenos como os grandes, tem um papel fundamental na sociedade, onde destacamos os aspectos sociais e culturais complexo. No decorrer da matéria, teremos condições de perceber que existem determinados elementos formadores da identidade brasileira, é Poe meio da cultura, onde está caracteriza-se por ser variada e extensa, que permita que uma sociedade se expressa e pensa sobre si mesmo.

Na realidade, o autor, não quer que ocorra a separação do "brasil" e "Brasil", o que ele realmente deseja e pretende, é fornecer instrumentos que possibilite a explicação das relações sociais inserida na sociedade. Questionando com um pequeno (brasil) e um grande (Brasil) se ligam entre si e no final tornam-se único e transforma-se naquilo que denominamos de "pátria".

Assim, começa ser construída a identidade social, temos esta no aspecto histórico, onde citamos nossos colonizadores e as experiências, trocas, essa relação social que nos possibilita a garantia de nossa sobrevivência, como o ato de comer, dormir, morrer, reproduzir, etc. Logo, cada sociedade apenas utiliza um número limitado de coisa (e de experiência) para construir-se como algo único, espetacular.

Ao tentar descobrir "o que faz o brasil, Brasil", Da Matta propõe o questionamento de temas tais como o que é indivíduo?, o que é democracia?, o que são relações sociais?, como se compara sociedades? e, acima de tudo, como se percebe aquelas diferenças históricas e culturais que conferem uma especificidade toda própria a cada sociedade singular? Essas questões são essenciais posto que remetem a uma reflexão de pressupostos, permitindo a discussão daquelas indagações primordiais que, numa concepção de ciência "pragmática" e empiricista, já estão respondidas a priori. E sabemos que é precisamente a expansão do espaço da reflexividade que caracteriza a atitude científica e é a discussão dessas questões primordiais que permitem o pensamento crítico e inovador.

Da Matta, o fio condutor mesmo de sua reflexão já apontava para o desejo de surpreender a realidade brasileira por detrás de sua auto-imagem consagrada. Carnavais, malandros e heróis. Quando o autor analisa o indivíduo e pessoa, articulam-se de forma peculiar em cada sociedade. O indivíduo, no Brasil seria o joão-ninguém das massas, que não participa de nenhum poderoso sistema de relações pessoais.

O indivíduo, entre nós, se definiria pela oposição com o seu contrário: a pessoa. Esta, por sua vez, se definiria como um ser basicamente relacional, uma noção apenas compreensível, portanto, por referência a um sistema social onde as relações de compadrio, de família, de amizade e de troca de interesses e favores constituem um elemento fundamental. No indivíduo teríamos, ao contrário, uma contigüidade estrutural com o