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Envelhecimento

Trabalho por Luanna Papaspyrou Ferreira, estudante de Psicologia @ , Em 26/09/2006

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ENVELHECIMENTO

Maio/ 2006


O envelhecimento possui uma dimensão existencial e se modifica com a relação do homem e o tempo com o mundo e sua própria história, revestindo-se não só de características biopsíquicas como também sociais e culturais.

A "velhice" seria a última fase da existência humana, sendo que o "envelhecimento" está atrelado às mudanças físicas, psicológicas e sociais. Logo, "amadurecer" e "maturidade" significam a sucessão de alterações ocorridas no organismo e a obtenção de papéis sociais. (Néri e Freire 2000, p. 13).

A maneira de pensar e agir é decisiva no processo de envelhecimento, que pode se dar ou não com alegria, tranqüilidade, amor e principalmente motivação. "Motivação" origina-se da palavra "motivo", tendo sentido de causa. O ser humano se torna motivado ou estimulado por meio de necessidades internas ou externas que podem ser de caráter fisiológico como a fome, o sono, a doença, a fadiga, ou psicológico como o desejo de agradar e ser aceito pelas pessoas.

A motivação não é um produto acabado, é antes um processo que se configura a cada momento no fluxo permanente da vida. É uma força, uma energia que nos impulsiona na direção de alguma coisa. Ela nos é, absolutamente, intrínseca. As pessoas têm a capacidade de nos estimular, incentivar e provocar nossas motivações. Um dos principais teóricos do campo da motivação foi Abraham Maslow (KHALSA, 1997) que postulou sobre a idéia de um ciclo, o Ciclo Motivacional, segundo o qual as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em cinco níveis (necessidades fisiológicas, segurança, sociais, "status" ou de estima, auto-realização), numa hierarquia de importância e de influência, através de uma pirâmide, cuja base estão as necessidades fisiológicas e no topo as necessidades de auto-realização. As necessidades dos seres humanos obedeceriam a uma escala de valores progressivos a serem transpostos. (KHALSA, 1997).

As motivações e emoções constituídas ao longo da vida trazem aspectos psíquicos que influenciam parte da personalidade do ser, como os vínculos e os mecanismos de defesa. O termo vínculo "Alude a alguma forma de ligação entre as partes que estão unidas e inseparadas, embora claramente delimitadas entre si. Trata-se, portanto, de um estado mental que pode ser expresso por meio de distintos modelos e com variados vértices de abordagem". (ZIMERMAN, 2000, pág.124). Ainda, estes são elos de ligação intra, inter e transpessoais que sempre estão acompanhados de emoção e fantasias inconscientes.

O vínculo está sempre acompanhado de um estado emocional e de algum grau de fantasia inconsciente. Estes vínculos podem ser conceituados como: vínculo do amor, vínculo de ódio, vínculo do conhecimento, vínculo do reconhecimento, vínculo depressivo, vínculo hipocondríaco, vínculo histérico, vínculo obsessivo e o vínculo paranóico. Podem aparecer isolados ou na forma de duplo vínculo. (ZIMERMAN, 2000).

Os mecanismos de defesa (deslocamento, formação reativa, idealização, masoquismo, negação, projeção, racionalização, regressão, repressão, sublimação) são distintos tipos de operações mentais que têm por finalidade a redução das tensões psíquicas internas, ou seja, as ansiedades. São geralmente inconscientes e tendem a ser rejeitados pelo ego através de múltiplas formas de negação, podendo ser encontrados em indivíduos saudáveis, porém, sua presença excessiva é, via de regra, indicação de possíveis sintomas neuróticos. São geralmente evidenciados nas compensações: esforço enorme para superar a fraqueza, compensando estas de outras maneiras. (ZIMERMAN,2000).

Ao longo do ciclo da vida o homem vai formando vínculos usando mecanismos de defesa para superar aquilo que não lhe agrada e construindo na sociedade papéis e funções que desempenha muitas vezes sem se dar conta. Os papéis podem ser conceituados como sendo o conjunto das posições imaginárias assumidas pelo indivíduo durante sua infância, na relação com os demais, possui raiz imaginária e se concretiza na ação, na interação. Quanto mais sadio é um indivíduo, mais possibilidade