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Criança e Adolescente em Situação de Rua

Trabalho por Mônica Visconti Ferreira Leite, estudante de Ciências Sociais @ , Em 29/08/2006

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A Criança e o Adolescente em Situação de Rua

São Paulo - abril de 2006


Definição :

Embora exista um discurso corrente sobre a melhoria das condições de vida do povo brasileiro, recentes estatísticas apontam que a maioria das crianças e dos adolescentes vive em famílias cuja renda mensal per capta não ultrapassa meio salário mínimo, caracterizando assim, uma situação de indigência.Dessa maneira, estas crescem e se desenvolvem em um meio marcado pela pobreza, fome, habitações insalubres, violência física e moral, ensino precário quando têm acesso à escola e um sistema de saúde em falência acentuada.

A pobreza e a indigência, em princípio originadas por medidas econômicas recessivas, desemprego, desaceleração das atividades produtivas, demosntram claramente que os ajustes estruturais e a globalização da economia não estão sendo capazes de propiciar melhoria das condições de vida para uma grande parcela da população. Umas das consequências mais graves dessa situação de miséria é a de centenas de milhares de crianças e adolescentes nas ruas das cidades em busca de opções de sustento próprio e de seus familiares.

Consequências:

Nesse sentido, a situação de pobreza extrema acaba transformando-se em pano de fundo à situação de abandono da infância e juventude brasileira que permanece nas ruas das grandes cidades pedindo esmolas, comida,vigiando carros em troca de algum dinheiro, vendendo balas e doces nos semáforos,roubando, envolvendo-se com drogas, sendo explorada por adultos sem escrúpulos entre outras tantas possibilidades, aliadas aos conflitos familiares, a pobreza torna-se o principal fator que os impulsiona às ruas em busca de geração de renda, seja por meios socialmente aceitos ou não.

Estatísticas:

Apontam um grande contigente de crianças e adolescentes nas ruas, onde predomina o sexo masculino, envolvidos em algum tipo de trabalho durante o período diurno. O número daqueles que permanecem nas ruas durante a noite perambulando e dormindo é mais significativo do que aqueles que estão trabalhando, complementam este perfil apontando que as crianças, em sua maior parte, são negras, entre 6 e 18 anos de idade e possuem nível de escolaridade muito baixo.

Denominações perjorativas:

No entanto, crianças e adolescentes advindos de um meio social onde a pobreza e a miséria são marcantes passam a receber, em função disso, denominações perjorativas e degradantes que as discriminam e marginalizam.São chamados de menores carentes, de rua, abandonados, vadios,delinqüentes, trombadinhas, entre outras tantas palavras que os rotulam de acordo com atributos inerentes ao meio que vivem e decorrentes de sua situação de miséria e abandono, ignorando-se o fato de que antes de tudo são crianças e adolescentes como outros quaisquer.

Distinção entre si:

Os meninos e as meninas que estão nas ruas possuem características que os distinguem, também entre si.Partindo de uma classificação apresentam quatro categorias de crianças e adolescentes que permanecem nas ruas das cidades:

a)Crianças que trabalham nas ruas, mantidos os vínculos familiares apesar de estarem nas ruas pelas necessidades de trabalho, mantêm vínculos com a família;

b)Crianças que trabalham nas ruas de forma independente.Tem início o rompimento dos laços familiares, começam a desenvolver valores ligados à "cultura de rua" e a exercer atividades ilícitas;

c)Crianças de rua, são aquelas que já não possuem contato com a família e residem de forma mais permanente nas ruas.O envolvimento com drogas, atividades ilícitas e reclusão já fazem parte do seu cotidiano;

d)Crianças com famílias nas ruas, são aquelas que vivem ou passam o dia nas ruas, geralmente ao redor da figura da mãe.

Os dados apontam que a maioria dos"meninos de rua" constitui-se de meninos trabalhadores, que desenvolvem atividades geradoras