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Enforcamento, Estrangulamento e Esganadura

Trabalho por Marivaldo Aalves de Macedo Júnior, estudante de Direito @ , Em 06/07/2006

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ENFORCAMENTO, ESTRANGULAMENTO E ESGANADURA


ENFORCAMENTO

O Enforcamento é uma modalidade de asfixia mecânica que se caracteriza pela interrupção do ar atmosférico até as vias respiratórias, em decorrência do processo da constrição do pescoço por um laço fixo, agindo o peso do próprio corpo da vitima como força ativa. É mais comum nos suicídios, podendo, no entanto, ter como etiologia o acidente, o homicídio e a execução judicial.

MODO DE EXECUÇÃO

Há certas formas de enforcamento, como no suicídio e no suplício, devendo-se considerar: a natureza e disposição do laço, o ponto de inserção superior e o ponto de suspensão do corpo.

O laço que aperta o pescoço pode ser de várias naturezas. Sua consistência varia entre os chamados duros, e moles e semi-rígidos. Lençóis, cortinas e gravatas formam os laços moles: cordões, cordas, fios de arame ou duros: e cintos de couro, os semi-rígidos.

Sua disposição é sempre em torno do pescoço, sendo mais comum com uma única volta, embora possa haver várias voltas.

O nó pode faltar, tomando a forma de alças. Poderá ser corrediço, ou simplesmente fixo. Sua situação é sempre posterior ou lateral e, muito raramente, na porção anterior do pescoço.

Chama-se de suspensão típica ou completa aquela em que o corpo fica totalmente sem tocar em qualquer ponto de apoio: e suspensão atípica ou incompleta. Se é apoiado pelos pés, joelhos ou outra parte qualquer do corpo.

EVOLUÇÃO

A morte por enforcamento pode surgir rápida ou tardiamente, despendendo das lesões locais ou à distância.

Desenvolve-se o enforcamento em três períodos.

Período inicial - Começa quando o corpo, abandonado e sob a ação do sei próprio peso, leva pela constrição do pescoço, à sensação de calor, zumbidos, sensações luminosas na vista e perda da consciência produzida pela interrupção da circulação cerebral.

Segundo período - Caracteriza-se pelas convulsões e excitação do corpo proveniente dos fenômenos respiratórios, pela impossibilidade de entrada e saída de ar, diminuindo o oxigênio (hipoxemia) e aumentando o gás carbônico (hipercapnéia). Associa-se a esses fenômenos a pressão do feixe vásculo-nervoso do pescoço, comprimindo o nervo vago.

Terceiro período - Surge os sinais de morte aparente, ate o aparecimento da morte real, com cessação da respiração e da circulação.

Tempo necessário para a morte no enforcamento. Varia de acordo com certos aspectos pessoas e circunstanciais. A morte poderá ser rápida, por inibição, ou demorar cerca de 5 a 10 minutos, conforme observações em enforcamento judiciais.

LESÕES ANATOMOPARTOLOGICAS

Na morte por enforcamento, a ação do laço sobre o pescoço nos permite estudar:

Aspecto do cadáver - A posição da cabeça sempre se mostra voltada para o lado contrario do nó, fletida para diante, com o mento tocando no tórax.

A face Pode apresentar-se branca ou arroxeada, e as equimoses palpebrais e conjuntivas. Assinala-se a presença de liquido ou espuma sanguinolenta pela boca e narinas. A língua é cianótica e sempre está projetada além das arcadas dentarias. Olhos protusos e o pavilhão auricular violáceo, surgindo ocasionalmente otorragia.

No enforcamento completo, os membros inferiores estão suspensos e os superiores, colocados ao corpo, com os punhos cerrados mais ou menos fortemente. Na forma incompleta, os membros assumem posições as mais variadas.

A rigidez cadavérica é mais tardia no enforcamento. As manchas de hipóstase se apresentam na metade inferior do corpo com maior intensidade nas extremidades dos membros, surgindo também às equimoses post mortem. Devido ao tempo de suspensão e à fluidez do sangue, pode-se observar nas áreas de manchas de hipóstase as chamadas porpuras hipoestáticas,