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O Curso de Pedagogia no Brasil - História e Identidade

Trabalho por Marcelo Silva, estudante de Pedagogia @ , Em 13/04/2006

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CURSO DE PEDAGOGIA NO BRASIL – HISTÓRIA E IDENTIDADE


DA CONSTRUÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO

Neste processo, a autora destaca quatro etapas distintas:

A primeira etapa: consistiu dela enquanto aluna do curso de Pedagogia, nos anos de 19966 a 1969, onde não tinha clareza de mercado para esta área e as disciplinas oferecidas parecia ter essa mesma indefinição.

A Segunda etapa: com a vivência de suas situações profissionais, contrastantes (coordenadora pedagógica, em Ilha Solteira, e como professora de Didática e Supervisão Escolar, em uma faculdade particular em São Paulo, pôde refletir sobre dois aspectos: o da experiência docente e o da estrutura curricular do curso de Pedagogia. E com essa experiência docente, enquanto cursava o curso de aperfeiçoamento ao curso normal, constatou: foi determinante para sua aprovação num dos processos de seleção para coordenadora pedagógica e a coragem à participar de uma prática considerada de vanguarda, refletida pela influência do "movimento de renovação pedagógica dos anos 70", incidido sobre sua formação.

Além disso, com essa experiência como coordenadora pedagógica, pode lecionar as disciplinas Didática e Supervisão Escolar num curso de Pedagogia. Ao longo dos anos 70, constatou com o atendimento de profissionais do então denominado ensino de 1º e 2º graus, que ao final do curso chegavam, sem ter conseguido adquirir alguma experiência docente e muita dificuldade em optar pelas habilitações que tinham direito. O que seria suficiente para a formação desses profissionais do curso de Pedagogia?

Visando a reestruturação global dos cursos superiores de formação de magistério no Brasil, o então conselheiro Valnir Chagas, em 1976, propôs a desestruturação do curso de Pedagogia. Mas não chegou a se concretizar.

Com essa ameaça, a sua identidade foi colocada em questão. As preocupações, que então se colocava, era se o curso de Pedagogia tinha ou não um conteúdo próprio. E ainda a especificidade da pedagogia enquanto campo de conhecimento, justificaria a existência do curso de Pedagogia.

Alguns textos produzidos por professores universitários (1976) tais como de Castro e de Saviani, defendiam a especificidade do conhecimento pedagógico. Castro valorizou a definição dos especialistas em educação, possibilidade de duas habilitações simultâneas e à introdução da habilitação polivalente e Saviani deu preferência às habilitações polivalentes. Quanto à experiência do docente como condição para cursar as diferentes habilitações, Castro se mostrou favorável, e em relação à Saviani, não tratando diretamento desse aspecto, não se faria muito receptivo ao assunto.

Com discussões, reflexões e outras formas de manifestações que se deu a suspensão do novo material do Conselho Federal de Educação e o Curso de Pedagogia permaneceu intocado.

Do ponto de vista da estrutura curricular, foi possível, naquela época, eliminar a licenciatura para formação de especialistas em educação e rever a seriação e carga horária das disciplinas.

A terceira etapa: enquanto coordenadora do Departamento de Educação, passou a integrar o movimento nacional (1979) visando não só a defesa do curso de Pedagogia mas também sua reformulação. Participando até 1983, foi nesse processo que passou a perceber que o problema de identidade do curso de Pedagogia não tinha a ver apenas com a sua própria organização, mas também com a dos demais cursos de formação de educadores, em nível médio e superior. Essa percepção ocorreu entre o final de l980 e início de 198l, quando preparavam a elaboração de uma proposta de reformulação do curso de Pedagogia.

Foi proposta ao Comitê pró-participação na reformulação do curso de Pedagogia e licenciatura, estrutura de Cursos de Educação, a partir de uma base comum de estudos sobre a educação (núcleo comum) era prevista a formação específica dos professores para os diferentes níveis de ensino. O preparo de educadores para as tarefas não docentes, tanto para o ãmbito escolar quanto para o não-escolar foi alocado em nível de especialização, com exigência, para os primeiros anos de experiência de dois anos de docência.