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Filosofia Moral

Trabalho por Priscila Barbosa Vieira, estudante de Filosofia @ , Em 17/03/2006

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FILOSOFIA MORAL


Valores - O homem age no mundo de acordo com valores, ele evolui as suas ações a partir de valores. Os valores em primeiro momento são herdados, ao nascer o mundo cultural já estabelece modos de comportamento, e conforme é atendido ou transgredido os padrões, os comportamentos são avaliados como bons ou maus.

A moral - é o conjunto de normas que orientam o comportamento humano tendo como base os valores próprios a uma dada comunidade. De modo simplificado o sujeito moral é aquele que age bem ou mal na medida em que acata ou transgride as regras morais. A ética é a disciplina filosófica que busca refletir sobre os sistemas morais elaborados pelos homens, buscando compreender a fundamentação das normas e interdições próprias a cada sistema moral.

O comportamento moral varia de acordo com o tempo e o lugar, conforme as exigências das condições nos quais as pessoas se organizam ou estabelecem as formas de relacionamento e as práticas de trabalho. À medida que essas relações se alteram, exigem lentas modificações nas normas de comportamento coletivo.

A moral, ao mesmo tempo em que é o conjunto de regras que determina como deve ser o comportamento dos indivíduos do grupo, é também a livre e consciente aceitação das normas, isso significa que o ato só é propriamente moral se passar pela "peneira" da aceitação pessoal da norma. O ser humano, ao mesmo tempo em que é herdeiro, é criador da cultura, e a vida moral irá dar forma quando diante da moral constituída, ele for capaz de propor a moral constituinte, aquela que se realiza a cada experiência vivida. A historicidade humana não se expressa pela mera continuidade no tempo, mas se funda na consciência ativa do futuro, que torna possível a criação original por meio de um projeto de ação que tudo muda.

A análise dos fatos da moral é colocada diante de dois pólos contraditórios: de um lado o caráter social da moral, onde ao caracterizar o ato moral como aquele que se adapta a norma estabelecida, privilegia-se os regulamentos, os valores dados e não discutidos, visa apenas influir nas pessoas o medo das conseqüências da não observância da lei; do outro lado a intimidade do sujeito, onde predomina a interrogação do indivíduo que põe em dúvida a regra, nesse caso corre-se o risco de destruir a moral pela ausência de princípios. Portanto é preciso considerar os dois pólos, do pessoal e do social em uma relação em que se estabeleça a implicação recíproca entre determinismo e liberdade, entre adaptação e desataptação à norma.

O mundo moral exige a consciência crítica, que é chamada de consciência moral, que é o conjunto de exigência e das prescrições que reconhecidas como válidas para orientar a escolha, onde discernir os valores moral dos atos. O ato moral é constituído de dois aspectos, o normativo que é normas ou regras de ação e o fatual que são os atos humanos enquanto se realizam efetivamente. Eles são distintos, mas inseparáveis, a norma só tem sentido se orientada pela prática e o fatual só adquire contorno moral quando se refere à norma.

Para que um ato seja considerado moral, deve ser livre, consciente, intencional, mas também solidário, o ato moral supõe a solidariedade a reciprocidade com aqueles com os quais se comprometem. Dessas características decorre a exigência da responsabilidade; responsável é aquele que responde por seus atos reconhecendo-o como seu e respondendo pelas conseqüências dele.

A consciência moral, como juiz interno, avalia a situação, consulta as normas estabelecidas, os interioriza como suas ou não, toma decisões e julga seus próprios atos. O compromisso que dá deriva é a obediência a decisão.