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A Concepção Materialista da História

Trabalho por Roberta Staquicini Abrão Dias, estudante de Administração @ , Em 14/03/2006

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O MARXISMO - A CONCEPÇÃO MATERIALISTA DA HISTÓRIA

CAMPO GRANDE-MS/2005


As idéias de Karl Marx e de Friedrich Engels sofreram influência das principais correntes de pensamento de sua época. Marx utilizou o método dialético para explicar as mudanças importantes ocorridas na história da humanidade através dos tempos. Marx desenvolveu uma concepção materialista na história , assim, a base material ou econômica constitui a "infra-estrutura" da sociedade que exerce influência direta ma "super-estrutura".

Segundo Marx a base material é formada por forças produtivas e por relações de produção. Ao se desenvolverem as forças produtivas trazem conflito entre os proprietários e não-proprietários dos meios de produção. Com isso, a super-estrutura também se modifica e abre-se a possibilidade de revolução social.

Marx identificou estágios das forças produtivas, ou modos de produção: o asiático, o escravista, o feudal e o burguês.

O movimento da História possui uma base material, econômica e obedece a um movimento dialético. A passagem para o modo de produção feudal, para o modo de produção capitalista francês é um exemplo claro. Marx e Engels começaram a formular a concepção material da História quando escreveram juntos "A ideologia Alemã",em 1845/46, o materialismo historio é de acordo com Marx, o "fio condutor" de todos os estudos subseqüentes. Ele revolucionou a maneira de interpretar a ação dos homens na história.

Marx e Engels reconheciam a importância da burguesia no aperfeiçoamento técnico, na melhoria dos meios de comunicação e na difusão dos produtos até as regiões mais distantes, "Ela (a burguesia) criou cidades colossais, aumentou muito a população urbana em relação a rural, durante pouco mais de cem anos em que se encontra no poder, ela criou forças produtivas colossais e mais sólidas do que todas as gerações anteriores juntas.

Mas, apesar do papel revolucionário da burguesia no que tange à produção e à derrubada das monarquias absolutistas, o proletariado surgido do sistema fabril era oprimido, vivendo em extrema penúria. O único meio de o proletariado superar essa situação seria pela tomada do poder, derrubando a burguesia via revolução.

A discussão sobre o marxismo constitui um momento determinado para a afirmação de uma consciência crítica. Encontramo-nos, não obstante, diante de uma dificuldade para a prevalência desta conduta. A tradição marxista costuma reproduzir diante da razão dissonante uma postura de estranhamento e, na polêmica, de beligerância.

Não pretendo discorrer sobre questões que me parecem bizantina. Assim, por exemplo, a pergunta sobre a "atualidade do marxismo" já expõe a atualidade que me parece real (em termos históricos) da teoria: trata-se de uma reflexão que, na pior das hipóteses, não pode ser elidida e que, entretanto, vê-se questionada globalmente por qualquer pensamento que não se coloque interdições. A atualidade do marxismo é, assim, a atualidade de seus impasses e dos dilemas teóricos que nos foram legados, daí a própria pergunta. Evidentemente, pode-se evitar a reflexão partindo-se do pressuposto da existência de um "marxismo verdadeiro" que, por razões diversas, não teria sido "levado à prática" nas experiências de construção do socialismo.

Por esta opção, a dialética não pode ser concebida como um processo de auto-constituição do próprio Ser (no caso o marxismo) pela história e se transforma em uma construção neoplatônica que separa o Ser de seu Devir e a essência das coisas. "Por esta compreensão idealista, haveria um "modelo conceitual - devidamente decodificado pelos" verdadeiros intérpretes "‘ - situado fora da história e, de outra parte, um processo real, no mundo das sombras, marcados pelos erros e ilusões, quando não por sucessivas traições". Contra o pensamento nômade, ergue-se, então, uma razão sedentária que já não pode transcender a si mesma, pois sua existência é o juízo consolidado. Esta forma de não-pensar propõe a conversão, não